CARPE DIEN

domingo, 27 de março de 2011

1ªS SÉRIES - CARTOGRAFIA - LINGUAGEM DOS MAPAS I

1as SÉRIES REVISÃO PARA AVALIAÇÃO

1. CARTOGRAFIA
Ciência que estuda a criação de mapas cartográficos.


2. LINHAS IMAGINÁRIAS
 As linhas imaginárias são divididas em: paralelos ou latitudes e longitudes ou meridianos


3. LATITUDE OU PARALELOS
 Os paralelos são linhas imaginárias e paralelas em relação ao equador.
 Vão de 0 (equador) a 90º graus (pólos)




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4. LATITUDES OU PARALELOS
 As latitudes são fundamentais para a geografia, sobre tudo em relação as faixas climáticas.
 Aqui, podemos ver 3 tipos climáticos pautados pelas latitudes. Tropical, temperados (subtropical no hemisfério sul) e polares.
 Direção: Norte/Sul
 Graus: 0º a 90º
 Linha de referência: Equador (0º)


5. LONGITUDES OU MERIDIANOS
 As longitudes são linhas imaginárias a partir do meridiano de Greenwich.
 Divide o mundo em hemisfério ocidental e oriental, com 180º para cada lado.
 As longitudes são responsáveis pelo fuso horário.


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6. LONGITUDES OU MERIDIANOS
 Greenwich, é o nome de um bairro londrino, que serve de referência assim como a linha do equador.
 Lembre se que as longitudes sempre se cruzam nos pólos.
 Direção Leste/Oeste
 Vertical


7. COORDENADAS GEOGRÁFICAS
 As coordenadas geográficas surgem do cruzamento entre as latitudes e longitudes, isso possibilita que tenhamos pontos específicos que não se repetem no planeta.
 Com esse mecanismo, podemos localizar qualquer ponto no planeta.


8. COMO LOCALIZAR UM PONTO NO PLANETA?
A partir de linhas que se encontram e definem un ponto no espaço geográfico.


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COORDENADAS GEOGRÁFICAS - GPS
 A partir da divisão do planeta em quadrantes (norte e sul, leste e oeste), podemos identificar o posicionamento correto de algum lugar específico.
 O GPS (global position system) é um aparelho que identifica o exato local em que ele se encontra.
 Interligado a satélites, o GPS manda um sinal para que o satélite responda. Para isso o satélite tem que decodificar o exato (coordenadas geográficas)


9. FUSO HORÁRIO
Área entre duas linhas de longitude.


10. FUSOS HORÁRIOS
 As longitudes também são responsáveis pelos fusos horários. Cada 15 graus equivale uma hora.
 Como o dia tem 24 horas, e a terra 360º, temos: 360/24 = 15.
 Hora solar ou local – é fornecida pela posição do sol
 Hora legal – é aquela estabelecida por legislação própria de um país.
 Linha internacional de datas – antimeridiano de Greenwich


11. FUSO HORÁRIOS – SOLUÇÕES DE EXERCÍCIOS
 360 24 horas = 15º a 1 hora
 Observe os hemisférios. Some as longitudes se forem opostas (leste-oeste) e subtraia se estiverem no mesmo hemisfério
 3) O resultado obtido será dividido por 15º fornecendo-nos a diferença horário entre as duas localidades


12. EXERCÍCIO RESOLVIDO
 Quando os relógios de uma Estação Ferroviária em São Petersburgo, Rússia (30ºE), estão marcando 10 horas, que horas marcarão os relógios de outra Estação localizada em Vladivostok, Rússia (135ºE)?
 Resolução:
 A distância entre São Petersburgo 30ºE (chamaremos P) e Vladivostok 135ºE (chamaremos V).
 dist 1 = 30ºE
 dist 2 = 135ºE
 dist 3 = 105º dividir por 15 = 7
 Mas sabemos que a cada 15º temos 1 hora. Portanto, em 105º teremos 7 horas.
 Considerando que Vladivostok está à frente(adiantado) em relação a São Petersburgo, os relógios nesse local marcarão 17 horas. Eram 10h em S. Petersburgo + as 7 horas do adiantamento = 17 horas.


13. FUSO HORÁRIO – BRASIL 3 FUSOS
Mapas e tabelas com codificação de cores que associa cada estado com o fuso horário relativo ao Tempo Universal Coordenado (UTC) e respectiva Hora Legal Brasileira.


14. MAPAS
 Os mapas são representações de realidades distintas.
 Todo mapa carrega consigo o ponto de vista de seu elaborador ou seu público.
 São absolutamente necessários aos mapas as escalas, as legendas e seu título.


15. AS LINHAS
 Uma isolinha é uma linha que une um conjunto de pontos com o mesmo valor.
 Isoterma : linhas de mesmas temperaturas
 Isóbaras : linhas de igual pressão atmosférica
 Isoietas : linhas de igual pluviosidade
 Isoípsas : linhas de igual altitude
 Isóbatas : linhas de igual profundidade


16. PROJEÇÕES CARTOGRÁFICAS
Foram criadas pela necessidade de representar uma figura esférica 3D em um plano.

Como fazer a casca de uma laranja se encaixar perfeitamente sobre uma folha de papel?


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Não dá pra fazer isso!

A casca vai rasgar...mas se a gente imaginasse que a casca é elástica, poderíamos deformá-la de alguma forma pra que ela ficasse sobre a folha de papel.


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As projeções cartográficas são necessárias na elaboração de mapas. É possível construir uma infinidade de projeções diferentes, havendo dezenas que são empregadas na prática cartográfica. Como uma consequência do teorema egrégio, demonstrado pelo matemático alemão Carl Friedrich Gauss em 1828, toda projeção de uma esfera em um plano contém distorções, no sentido de que não pode preservar em escala todas as distâncias.
Por simplicidade, considera-se a superfície da Terra esférica, muito embora estes objetos possam ser melhor modelados como um esferóide achatado e técnicas mais avançadas possam levar esse aspecto em consideração. A palavra projeção, no contexto da cartografia, é usada no sentido de qualquer função matemática ligando a esfera ao plano.

17. MERCATOR


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 A projeção de Mercator é uma das mais famosas.
 Ele desenvolveu seu mapa sempre a partir da Europa, com ela acima dos demais países.
 Essa projeção distorce as áreas dos continentes, alargando-os conforme aumenta a latitude.
 Compare o tamanho da Groenlândia com a América do Sul.
 Mantém fielmente os contornos
 Projeções Conformes


18. PROJEÇÕES CARTOGRÁFICAS – PETERS


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 A projeção de Peters terceiro –mundista, alargando ás áreas equatoriais e diminuindo conforme a latitude aumenta.
 Dessa maneira Perters pretendia chamar a atenção do planeta para os países mais pobres que ocupam essa região.
 Nessa projeção, as áreas continentais são respeitadas, mas seus contornos perdem exatidão.
 Projeção Equivalente

19. PROJEÇÕES PROJEÇÃO AZIMUTAL OU PLANA, CILINDRICA, CÔNICA E ANAMORFOSES


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PROJEÇÃO AZIMUTAL OU PLANA
 Resulta da projeção do globo terrestre sobre um plano.
 A azimutal permite uma enorme fidelidade no entorno do centro do mapa, que na figura é o pólo Norte.
 Utilizada em mapas especiais , principalmente os náuticos e aeronáuticos


PROJEÇÃO CILINDRICA
- Nessa projeção, os paralelos e os meridianos são linhas retas que se cortam em ângulos retos, tangentes ao cilindro porém as áreas polares mostram tamanho exagerado.


PROJEÇÃO CÔNICA
 Tanto a projeção do Mercator como a de Peters são cônicas, como mostra o desenho.
 Proveniente da projeção do globo sobre um cone.
 Nessa projeção os paralelos aparecem sob a forma de círculos e os meridianos , sob forma de retas
 Muito utilizada na representação de países ou regiões de médias latitudes


ANAMORFOSES
São projeções que irão representar as superfícies dos países em áreas proporcionais às quantidades dos itens que nelas queira se destacar.


BUCKMINSTER FULLER

Trata-se de uma projeção cuja centragem é no pólo norte (as centragens podem variar) e que favorece a manutenção das formas e das proporcionalidades das terras emersas em detrimento dos oceanos. Quando esse autor criou essa projeção ele subverteu a visão convencional de um Norte e de um Sul, o que permitiria uma apreensão de um mundo “menos” hierarquizado.

Em termos de visualizações diferenciadas, o mapa plano proposto por Buckminster Fuller é uma preciosidade. O grande designer inovou ao propor um mapa-múndi a partir de projeções, evitando distorções de proporções e formas (veja em The Buckminster Fuller Institute, bfi.org/index.php).
Esse mapa, conhecido como Dymaxion Map (algo como maximização das dinâmicas), foi aplicado posteriormente numa espécie de projeto de jogo de mundial, o World Game (www.worldgame.org).


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BERTIN
O trabalho de Bertin (1967) não se resume à Cartografia, mas trata das representações visuais de um modo geral. O autor coleta e analisa diversas simbologias gráficas e, para cada uma, associa propriedades perceptivas que se pode obter com sua utilização. Como resultado, apresenta uma classificação dos dados a serem representados de acordo com sua natureza geométrica: pontos, linhas e áreas, o que foi chamado de modos de implantação. Por estar interessado na expressão no plano do papel, Bertin limita seu estudo arepresentações bidimensionais, desconsiderando também fenômenos de natureza temporal.
O ponto inicial do seu trabalho é a afirmação geral de que a comunicação é feita por meio de marcas no papel. A apresentação de um dado ocorre através de variações ou modulações de características dessas marcas, como sua forma, posição ou cor. Deste raciocínio surge a lista das variáveis visuais: tamanho, valor (tons de uma mesma cor), granulação, cor (matiz), orientação e forma, além da posição no plano bidimensional. Forma-se, assim, um conjunto de transformações que aplicadas isoladamente ou em conjunto seriam capazes de transmitir visualmente qualquer tipo de informação, respeitando-se as limitações que o próprio Bertin se impôs – bidimensionalidade e atemporalidade. O quadro apresentado na Tabela 1 sintetiza as categorias de variáveis visuais estudadas por Bertin para os diversos modos de implantação.
Para cada uma das variáveis visuais, são determinadas as possibilidades de percepção da natureza que se deseja imprimir aos dados:
• associativa: uma variável visual é dita associativa quando os dados por ela representados podem ser agrupados de acordo com outras categorias, independentemente das variações provocadas por esta variável. Ex: ao representarmos em um mapa duas informações a respeito de cada cidade, como população através do tamanho da mancha e atividade econômica principal através da forma (círculos para agricultura, quadrados para indústria, triângulos para outros), seremos capazes de visualizar a distribuição populacional independentemente da atividade econômica, identificando regiões com manchas maiores ou menores. Portanto a forma é uma variável associativa, suas variações podem ser tratadas de forma associada quando se analisa a outra variável (tamanho). Uma variável não associativa é dita dissociativa.
• seletiva: permite isolar espontaneamente todos os elementos pertencentes a uma mesma categoria, dentro do conjunto total dos signos representados.
Ex: ao vermos um conjunto de círculos de diferentes cores somos capazes de separar visualmente todos os de uma só cor dos demais. A cor é portanto uma variável seletiva.
• ordenada: uma variável é ordenada quando se perceber uma sequência natural nos dados
apresentados. Ex: diversos tons de cinza (valor), indo do mais claro ao mais escuro, podem ser percebidos como uma seqüência. Logo, valor é ordenado.
• quantitativa: uma variável é quantitativa quando é possível atribuir um valor ao elemento representado a partir da sua representação. Ex.: se uma figura é duas vezes maior que outra (tamanho), podemos dizer que a primeira representa um dado que tem duas vezes o valor da segunda.

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Nesta projeção cilíndrica equidistante, todas as linhas verdes são igualmente longa, no entanto, as distâncias do mundo real (em km, na verdade, ao longo da geodésica vermelho) entre as extremidades de cada linha variam enormemente.
Na legenda azul de escalas gráficas são oferecidos, por esta projeção, cada uma horizontal só é útil ao longo da sua paralela específicos (isto é, se fosse uma régua, pode-se deslizá-lo na horizontal e ainda tomar medidas precisas) ou o oposto simétrico um do Equador; a escala vertical é válida em qualquer lugar. Nada vai dar resultados significativos, se rodado.



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Mapa do Caderno do aluno


20. ESCALAS
 As ESCALAS são fundamentais as projeções na medida em que elas mantém a proporção entre o mapa e a área cartografada.
 Existem 2 tipos de escala, a numérica (1: 5000.000) e a gráfica, como a da imagem a 13 cima (linhas em azuis).


21. ESCALA GRANDE
 Também existem 3 categorias diferentes de tamanhos, as escalas grandes, médias e pequenas.
 Fique atento a esse ponto, pois aqui prevalece o jogo dos inversos. Veremos.....
 As escalas GRANDES fazem a proporção de 1: 50 cm até 1: 20000 cm, geralmente são utilizadas para plantas arquitetônicas ou guias de ruas, ou seja, oferece um grande número de detalhes por mapear uma pequena área.


22. ESCALA MÉDIA
 As escalas MÉDIAS servem para mapear áreas maiores que as grandes, podendo abarcar estados ou países.
 Geralmente as escala MÉDIAS estão na faixa entre 1: 25000cm (0,250km) até 1: 30 000 000 cm (300 km).


23. ESCALA PEQUENA
 As escalas PEQUENAS, são aquelas que mapeiam uma área muito grande, pois como a proporção é grande, o mundo inteiro “cabe” em pouco espaço.
 As escalas PEQUENAS, são aquelas a partir de 1:30 000 000.


24. COMO ACHAMOS AS ESCALAS?
 Nas escalas, trabalhamos com os seguintes elementos:
 D = distância real no terreno, em km.
 d = distância no mapa, em cm.
 E = escala.
 Com isso, dependendo da incógnita, formamos as seguintes equações:
 D = d . E
 d = D / E
 E = D / d
 A transformação de CM para KM e vice versa, vocês já sabem, mas hei de lembrá-los.
 De CM para KM, extraímos 5 casas, de modo que 30 000 000 cm = 300 km
 De KM para CM, adicionamos 5 casas, de modo que 2 KM = 200 000 CM


25. EXERCÍCIO
 Considere que, em uma planta urbana, a distância entre dois bairros é representada por 20 cm. Sabe-se que a distância real em linha reta entre eles é de 4 km. Com base nessas informações, pode-se deduzir que a escala neste caso corresponde a
a) 1: 5. b) 1: 80. c) 1: 2 000. d ) 1: 20 000. e) 1: 8 000 000.


26. (UFAC) O campus da UFAC em Rio Branco dista, aproximadamente 630 km do campus de Cruzeiro do Sul. No mapa do Acre essa distância em linha reta é de 9 cm. A escala do mapa é de: a) 1: 9.000.000 b) 1: 6.300.000 c) 1: 630.000 d) 1: 900.000 e ) 1: 7.000.000 UNIFEI) Em um mapa no qual a escala é de 1: 100 000, a distância em linha reta entre duas cidades é de 8 cm. Qual a distância real entre essas cidades?
a ) 8 km b) 80 km c) 800 km d) 8000 km