CARPE DIEN

quarta-feira, 29 de outubro de 2008

PARTE DA MATÉRIA PARA O 4º BIMESTRE - A OUTRA PARTE ESTÁ NO SEU CADERNO (ASSIM ESPERO)

OBS: BIOMAS COSTEIROS OU MANGUEZAL E MATA DE COCAIS SÃO BIOMAS DE TRANSIÇÃO, OU SEJA ESTÃO ENTRE DOIS OU MAIS BIOMAS.

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Biomas Brasileiros Informações sobre os biomas brasileiros, vegetação, clima, biodiversidade, características principais e localização

Biomas brasileiros: diversidade de ecossistemas

Definição:Podemos definir bioma como um conjunto de ecossistemas que funcionam de forma estável. Um bioma é caracterizado por um tipo principal de vegetação (num mesmo bioma podem existir diversos tipos de vegetação). Os seres vivos de um bioma vivem de forma adaptada as condições da natureza (vegetação, chuva, umidade, calor, etc) existentes. Os biomas brasileiros caracterizam-se, no geral, por uma grande diversidade de animais e vegetais (biodiversidade).

Biomas Brasileiros - Biomas Litorâneos – com um litoral muito extenso, o Brasil possui diversos tipos de biomas nestas áreas. Na região Norte destacam-se as matas de várzea e os mangues no litoral Amazônico. No Nordeste, há a presença de restingas, falésias e mangues. No Sudeste destacam-se a vegetação de mata Atlântica e também os mangues, embora em pouca quantidade. Já no sul do país, temos os costões rochosos e manguezais.
FITOGEOGRAFIA

CLASIFICAÇÃO da VETAÇÃO:

GRAU DE UMIDADE DO AMBIENTE:

Higrófitas – adaptam-se aos ambientes úmidos.Quando vivem dentro d’água são classificadas como hidrófitas
Mesófitas – adaptam-se aos ambientes com regularidade de chuvas
Tropófitas – adaptam-se aos ambientes alternadamente úmidos e secos
Xerófitas- adaptam-se aos climas áridos e semi-áridos
Halófita – adaptam-se aos ambientes salgados

QUANTO ÀS FOLHAS:

Caducifólias- quando todas as folhas caem numa estação
Perenifólias - sempre verde,nunca perde todas as suas folhas.

FORMA:

Latifoliadas - folhas largas e verdes
Aciculifoliadas – folhas em forma de ponta

QUANTO À FORMAÇÃO:

Arbórea: árvores de grande porte.Ex: Floresta subtropical
Arbustiva: árvores de pequeno e médio portes
Herbácea: vegetação de campos, gramíneas.
Desértica: vegetação esparsa, descontínua
Litorânea: vegetação submetida a ação do mar

QUANTO À VARIEDADE DE ESPÉCIES:

Homogênea: predomínio de uma espécie.Ex: Taiga Siberiana
Heterogênea: várias espécies numa mesma região

BIOMA DO MANGUEZAL OU ZONAS COSTEIRAS
Introdução Podemos encontrar a vegetação de mangue nas regiões litorâneas do Brasil. Nestas áreas, a água do mar avança no solo, formando regiões alagadiças.

Características principais dos mangues
- Presença de caranguejos que buscam seus alimentos no mangue.
- A formação vegetal do mangue (plantas e arbustos) possui raízes externas (aéreas). Como o solo do mangue é pobre em oxigênio, este é obtido pelas plantas fora do solo.
- Em função da diversidade da região, podemos dividir os mangues em: mangue-branco, mangue-vermelho e mangue siriúba.
- As plantas possuem sementes compridas, finas e pontudas. Isto ocorre para facilitar a reprodução, pois quando caem no solo úmido, podem se fixar com mais facilidade.
- O cheiro do mangue é bem característico, em função da presença de áreas salobras (com presença de sal).
Degradação das regiões de mangue
A poluição de rios e mares em conjunto com a especulação imobiliária nas regiões litorâneas tem afetado, significativamente, os mangues. Esta área tem diminuído de tamanho e o ecossistema da região tem sido afetado nas últimas décadas. Trabalhadores locais, principalmente os que vivem da caça e comércio de caranguejos, tem sofrido com a diminuição destes animais nos manguezais.

A Zona Costeira brasileira é extensa e variada. O Brasil possui uma linha contínua de costa com mais de 8 mil quilômetros de extensão, uma das maiores do mundo. Ao longo dessa faixa litorânea é possível identificar uma grande diversidade de paisagens como dunas, ilhas, recifes, costões rochosos, baías, estuários, brejos e falésias. Dependendo da região, o aspecto é totalmente diferente do encontrado a poucos quilômetros de distância. Mesmo os ecossistemas que se repetem ao longo do litoral - como praias, restingas, lagunas e manguezais - apresentam diferentes espécies animais e vegetais. Isso se deve, basicamente, às diferenças climáticas e geológicas.
O litoral amazônico, que vai da foz do Rio Oiapoque ao Rio Parnaíba, é lamacento e tem em alguns trechos mais de 100 km de largura. Apresenta grande extensão de manguezais, assim como matas de várzeas de marés. Jacarés, guarás e muitas espécies de aves e crustáceos são alguns dos animais que vivem nesse trecho.
O litoral nordestino começa na foz do Rio Parnaíba e vai até o Recôncavo Baiano. É marcado por recifes calcáreos e arenitos, além de dunas que, quando perdem a cobertura vegetal que as fixa, movem-se com a ação do vento. Há ainda nessa área manguezais, restingas e matas. Nas águas do litoral nordestino vivem tartarugas e o peixe-boi marinho, ambos ameaçados de extinção.
O litoral sudeste segue do Recôncavo Baiano até São Paulo: a área mais densamente povoada e industrializada do país. Suas áreas características são as falésias, recifes, arenitos e praias de areias monazíticas (mineral de cor marrom escura). É dominado pela Serra do Mar e tem a costa muito recortada, com várias baías e pequenas enseadas. O ecossistema mais importante dessa área é o das matas de restingas. Nessa parte do litoral é possível encontrar espécies como a preguiça-de-coleira e o mico-sauá, dois animais ameaçados de extinção.
O litoral sul começa no Paraná e termina no Arroio Chuí, no Rio Grande do Sul. Cheio de banhados e manguezais, o ecossistema da região é riquíssimo em aves, mas há também outras espécies: ratão-do-banhado, lontras, capivaras etc.
Há muito ainda para se conhecer sobre a dinâmica ecológica do litoral brasileiro. Complexos sistemas costeiros distribuem-se ao longo, fornecendo áreas para a criação, crescimento e reprodução de inúmeras espécies de flora e fauna.

Ameaças à Zona Costeira

Grande parte da zona costeira brasileira está ameaçada pela superpopulação e por atividades agrícolas e industriais. É aí, seguindo essa imensa faixa litorânea, que vive mais da metade da população brasileira.
Isto é, a integridade ecológica da costa brasileira acaba pressionada pelo crescimento dos grandes centros urbanos e, conseqüentemente, pela poluição, pela especulação imobiliária sem planejamento e pelo enorme fluxo de turistas. A ocupação predatória vem ocasionando a devastação das vegetações nativas, o que leva, entre outras coisas, à movimentação de dunas e até ao desabamento de morros.
O aterro dos manguezais, por exemplo, coloca em perigo espécies animais e vegetais, além de destruir um importante "filtro" das impurezas lançadas na água. As raízes parcialmente submersas das árvores do mangue espalham-se sob a água retendo sedimentos e evitando que eles escoem para o mar. Alguns mangues estão estrategicamente situados entre a terra e o mar, formando um estuário para a reprodução de peixes. Já a expulsão das populações caiçaras está acabando com uma das culturas mais tradicionais e ricas do Brasil. Outra ação danosa é o lançamento de esgoto no mar, sem qualquer tratamento, e as operações de terminais marítimos que vêm provocado o derramamento de petróleo, entre outros problemas graves.


Curiosidades sobre a Zona Costeira


Você Sabia?
· Todos os anos os rios carregam para o Pantanal cerca de 50 milhões de toneladas de terra e areia. Somente um terço dos sedimentos deixa a região, fazendo com que o acúmulo de resíduos altere o leito dos rios e aumente a área alagada.
· Brasil possui 7.367 km de linha costeira, sem levar em conta os recortes litorâneos (baías, reentrâncias, golfões etc.), que ampliam significativamente essa extensão, elevando-a para mais de 8,5 mil km.
· O litoral está quase todo voltado para o Atlântico Sul. Porém, uma pequena parcela (no extremo norte do país) debruça-se sobre o Mar do Caribe.
· O Amapá conta com uma das maiores áreas costeiras do país (12,3% do total) e o Piauí detém a menor área (0,2% do total).
· A densidade demográfica média da Zona Costeira é de 87 hab/km², cinco vezes superior à média nacional, de 17 hab/km².
· As tartarugas marinhas estão entre os animais mais antigos do planeta. Existem há mais de 150 milhões de anos e conseguiram sobreviver a todas as mudanças registradas no globo terrestre durante esse período.
· As cinco espécies de tartarugas marinhas encontradas no Brasil são: tartaruga verde (a mais comum), a cabeçuda, a pente, a oliva e a gigante (a mais ameaçada no país).
· O arquipélago de Fernando de Noronha fica a 345 km da costa do nordeste brasileiro e é constituído por uma ilha principal e 19 ilhotas, totalizando 26 km2. De origem vulcânica, Fernando de Noronha possui um dos maiores índices de biodiversidade marinha do Brasil.
· Somente na costa do Rio Grande do Sul - conhecida como um centro de aves migratórias – já foi registrada a presença de aproximadamente 570 espécies de aves diferentes.
· O fato de a grande maioria dos principais rios nacionais convergir para a Zona Costeira, alguns carregados de resíduos de agrotóxicos e adubos e efluentes das indústrias, faz dela uma região muito vulnerável aos impactos ambientais.


- Caatinga – presente na região do sertão nordestino (clima semi-árido), caracteriza-se por uma vegetação de arbustos de porte médio, secos e com galhos retorcidos. Há também a presença de ervas e cactos.
Caatinga

Ocupando quase 10% do território nacional, com 736.833 km², a Caatinga abrange os estados do Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco, Sergipe, Alagoas, Bahia, sul e leste do Piauí e norte de Minas Gerais. Região de clima semi-árido e solo raso e pedregoso, embora relativamente fértil, o bioma é rico em recursos genéticos dada a sua alta biodiversidade. O aspecto agressivo da vegetação contrasta com o colorido diversificado das flores emergentes no período das chuvas, cujo índice pluviométrico varia entre 300 e 800 milímetros anualmente.
A Caatinga apresenta três estratos: arbóreo (8 a 12 metros), arbustivo (2 a 5 metros) e o herbáceo (abaixo de 2 metros). A vegetação adaptou-se ao clima seco para se proteger. As folhas, por exemplo, são finas ou inexistentes. Algumas plantas armazenam água, como os cactos, outras se caracterizam por terem raízes praticamente na superfície do solo para absorver o máximo da chuva. Algumas das espécies mais comuns da região são a amburana, aroeira, umbu, baraúna, maniçoba, macambira, mandacaru e juazeiro.
No meio de tanta aridez, a Caatinga surpreende com suas "ilhas de umidade" e solos férteis. São os chamados brejos, que quebram a monotonia das condições físicas e geológicas dos sertões. Nessas ilhas é possível produzir quase todos os alimentos e frutas peculiares aos trópicos do mundo. Essas áreas normalmente localizam-se próximas às serras, onde a abundância de chuvas é maior.
Através de caminhos diversos, os rios regionais saem das bordas das chapadas, percorrem extensas depressões entre os planaltos quentes e secos e acabam chegando ao mar, ou engrossando as águas do São Francisco e do Parnaíba (rios que cruzam a Caatinga). Das cabeceiras até as proximidades do mar, os rios com nascente na região permanecem secos por cinco a sete meses do ano. Apenas o canal principal do São Francisco mantém seu fluxo através dos sertões, com águas trazidas de outras regiões climáticas e hídricas.
Quando chove, no início do ano, a paisagem muda muito rapidamente. As árvores cobrem-se de folhas e o solo fica forrado de pequenas plantas. A fauna volta a engordar. Na Caatinga vive a ararinha-azul, ameaçada de extinção. O último exemplar da espécie vivendo na natureza não foi mais visto desde o final de 2000. Outros animais da região são o sapo-cururu, asa-branca, cotia, gambá, preá, veado-catingueiro, tatu-peba e o sagüi-do-nordeste, entre outros.
Cerca de 20 milhões de brasileiros vivem na região coberta pela Caatinga, em quase 800 mil km2 de área. Quando não chove, o homem do sertão e sua família precisam caminhar quilômetros em busca da água dos açudes. A irregularidade climática é um dos fatores que mais interferem na vida do sertanejo.
Mesmo quando chove, o solo pedregoso não consegue armazenar a água que cai e a temperatura elevada (médias entre 25°C e 29°C) provoca intensa evaporação. Na longa estiagem os sertões são, muitas vezes, semidesertos que, apesar do tempo nublado, não costumam receber chuva.


Ameaças à Caatinga


O homem complicou ainda mais a dura vida no sertão. Fazendas de criação de gado começaram a ocupar o cenário já na época do Brasil Colônia. Os primeiros habitantes não entendiam muito sobre a fragilidade da Caatinga, cuja aparência árida denuncia uma falsa solidez. No combate à seca, foram construídos açudes para abastecer de água os homens, seus animais e suas lavouras. Desde o Império, quando essas obras tiveram início, o governo prossegue com o trabalho.
Os grandes açudes atraíram ainda mais colonos, que estabeleceram novas fazendas de criação de gado. Em regiões como o Vale do São Francisco, a irrigação foi incentivada sem o uso de técnica apropriada. O resultado foi a salinização do solo. O problema acaba agravado pelas características da região, com solos rasos e intensa evaporação de água provocada pelo forte calor. A agricultura nessas áreas tornou-se impraticável.Outro problema é a contaminação das águas por agrotóxicos. Depois de aplicado nas lavouras, o agrotóxico escorre das folhas para o solo, levado pela irrigação, e daí para as represas, matando os peixes. Nos últimos 15 anos do século XX, aproximadamente 40 mil km2 de Caatinga se transformaram em deserto devido à interferência do homem sobre o meio ambiente da região. As siderúrgicas e olarias também são responsáveis por este processo, devido ao corte da vegetação nativa para a produção de lenha e carvão vegetal.O sertão nordestino é uma das regiões semi-áridas mais povoadas do mundo. A diferença entre a Caatinga e áreas com as mesmas características em outros países é que, nessas outras regiões, as populações costumam concentrar-se onde existe água. No Brasil, entretanto, o homem está presente em toda a parte, tentando garantir a sua sobrevivência na luta contra o clima.

Curiosidades sobre a Caatinga


· Estudos recentes mostram que cerca de 327 espécies animais são endêmicas (exclusivas) da Caatinga. São típicos da área 13 espécies de mamíferos, 23 de lagartos, 20 de peixes e 15 de aves. Entre as plantas há 323 espécies endêmicas.
· A Caatinga compreende quase 10% da área total do território brasileiro, com aproximadamente 740.000 km2.
· Uma área de Caatinga mais conservada pode abrigar cerca de 200 espécies de formigas, enquanto nas mais degradadas há de 30 a 40.
· Cerca de metade da paisagem de Caatinga já foi deteriorada pela ação do homem. De 15% a 20% do bioma estão em alto grau de degradação (com risco de desertificação).
· Vive na Caatinga a ave com maior risco de extinção no Brasil, a ararinha-azul (Anodorhynchus spix), da qual só se encontrou um único macho na natureza. Também vive ali a segunda mais ameaçada do país, a arara-azul-de-lear (Anodorhynchus leari). Habitam os arredores de Canudos (BA), e há menos de 150 exemplares, um décimo da população ideal no caso de aves, que demoram a se reproduzir.
· Uma formação de relevo característica na depressão nordestina é o 'inselberg', bloco rochoso sobrevivente ao desgaste natural.
· Na estação seca a temperatura do solo pode chegar a 60ºC.
· A perda das folhas da vegetação da Caatinga é estratégica. Sem folhas, as plantas reduzem a superfície de evaporação quando falta água.
· No idioma tupi, Caatinga quer dizer Mata Branca, referência à vegetação sem folhas que predomina durante a época de seca.



- Campos – presente em algumas áreas da região Norte (Amazonas, Pará e Roraima) e também no Rio Grande do Sul. A vegetação dos campos caracteriza-se pela presença de pequenos arbustos, gramíneas e herbáceas.
E - Mata dos Pinhais – também conhecida como Mata de Araucárias, em função da grande presença da Araucária angustifolia neste bioma. Presente no sul do Brasil, caracteriza-se pela presença de pinheiros, em grande quantidade (floresta fechada). O clima característico é o subtropical.Campos do Sul

Além de florestas tropicais, Pantanal, Cerrado e Caatinga, os Campos também fazem parte da paisagem brasileira. No sul do país, a vegetação é composta por campos limpos, as chamadas estepes úmidas.
De um modo geral, o campo limpo é destituído de árvores, com uma composição bastante uniforme e com arbustos espalhados e dispersos. O solo é revestido de gramíneas, subarbustos e ervas.
Entre o Rio Grande do Sul e Santa Catarina, os Campos formados por gramíneas e leguminosas nativas se estendem como um tapete verde por uma região de mais de 200 mil km2. Nas encostas, esses campos tornam-se mais densos e ricos. Nessa região, com muita mata entremeada, as chuvas distribuem-se regularmente pelo ano todo e as baixas temperaturas reduzem os níveis de evaporação. Tais condições climáticas favorecem o crescimento de árvores.
Os Campos do Sul ocorrem no chamado "Pampa", uma região plana de vegetação aberta e de pequeno porte que se estende do Rio Grande do Sul para além das fronteiras com a Argentina e o Uruguai. São áreas planas, revestidas de gramíneas e outras plantas encontradas de forma escassa, como tufos de capim que atingem até um metro de altura.
Descendo ao litoral do Rio Grande do Sul, a paisagem é marcada pelos banhados, isto é, ecossistemas alagados com densa vegetação de juncos, gravatás e aguapés que criam um habitat ideal para uma grande variedade de animais como garças, marrecos, veados, onças-pintadas, lontras e capivaras. O banhado do Taim é o mais importante, devido à riqueza do solo. Tentativas extravagantes de drená-lo para uso agrícola foram definitivamente abandonadas a partir de 1979, quando a área transformou-se em estação ecológica. Mesmo assim, a ação de caçadores e o bombeamento das águas pelos fazendeiros das redondezas continuam a ameaçar o local.


Ameaças aos Campos do Sul


O domínio das florestas e dos campos meridionais se estende desde o Rio Grande do Sul até parte dos estados de Mato Grosso do Sul e São Paulo. O clima é ameno e o solo naturalmente fértil. A junção destes dois fatores favoreceu a colonização acelerada no último século, principalmente por imigrantes europeus e japoneses que alcançaram elevados índices de produtividade na região.
Devido à riqueza do solo, as áreas cultivadas do Sul se expandiram rapidamente sem um sistema adequado de preparo, resultando em erosão e outros problemas que se agravam progressivamente. Atualmente os campos, que já representaram 2,4% da cobertura vegetal do país, são amplamente utilizados para a produção de arroz, milho, trigo e soja, às vezes em associação com a criação de gado. A desatenção com o solo, entretanto, leva à desertificação, registrada em diferentes áreas do Rio Grande do Sul.
A criação de gado e ovelhas também faz parte da cultura local. Porém, repetindo o mesmo erro dos agricultores, o pastoreio está provocando a degradação do solo. Na época de estiagem, quando as pastagens secam, o mesmo número de animais continua a disputar áreas menores. Com o pasto quase desnudo, cresce a pressão sobre o solo que se abre em veios. Quando as chuvas recomeçam, as águas correm por essas depressões dando início ao processo de erosão. O fogo utilizado para eliminar restos de pastagens secas torna o solo ainda mais frágil.
Para expandir a área plantada, colonos alemães e italianos iniciaram, na primeira metade do século, a exploração indiscriminada de madeira. Árvores gigantescas e centenárias foram derrubadas e queimadas para dar lugar ao cultivo de milho, trigo e videira, principalmente. A mata das araucárias ou pinheiros-do-paraná, de porte alto e copa em forma de prato, estendia-se do sul de Minas Gerais e São Paulo até o Rio Grande do Sul, formando cerca de 100.000 km2 de matas de pinhais. Na sua sombra cresciam espécies como a imbuia, o cedro, a canela, entre outras.
Por mais de 100 anos a mata dos pinhais alimentou a indústria madeireira do sul. O pinho, madeira bastante popular na região, foi muito usado na construção de casas e móveis. Hoje restam apenas 2% da cobertura original da mata das araucárias. O que resta da vegetação original está confinado a áreas de conservação do estado.


Curiosidades sobre os Campos do Sul


· Os campos do Rio Grande do Sul são denominados Pampa na região da Campanha.
· No Planalto gaúcho e catarinense os campos recebem o nome de Campos-de-Cima-da-Serra.
· A área total dos campos é de mais de 210 mil km2.
· A região coberta pelos campos sulinos apresenta clima subtropical, com temperaturas amenas e chuvas regulares, sem grande alteração durante o ano.
· A vegetação herbácea dos campos varia entre 10 e 50 cm de altura.
· A mata das araucárias ou pinheiros-do-paraná, de porte alto e copa em forma de prato, estendia-se do sul de Minas Gerais e São Paulo até o Rio Grande do Sul, formando cerca de 100.000 km2 de matas de pinhais.



- Cerrado – é conhecido na África como SAVANAS - este bioma é encontrado nos estados do Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás e Tocantins. Com uma rica biodiversidade, caracteriza-se pela presença de gramíneas, arbustos e árvores retorcidas. As plantas possuem longas raízes para retirar água e nutrientes em profundidades maiores.
Cerrado

A extensa região central do Brasil compõe-se de um mosaico de tipos de vegetação, solo, clima e topografia bastante heterogêneos. O Cerrado é a segunda maior formação vegetal brasileira, superado apenas pela Floresta Amazônica. São 2 milhões de km2 espalhados por 10 estados, ou 23,1% do território brasileiro. O Cerrado é uma savana tropical na qual a vegetação herbácea coexiste com mais de 420 espécies de árvores e arbustos esparsos. O solo, antigo e profundo, ácido e de baixa fertilidade, tem altos níveis de ferro e alumínio.
Este bioma também se caracteriza por suas diferentes paisagens, que vão desde o cerradão (com árvores altas, densidade maior e composição distinta), passando pelo cerrado mais comum no Brasil central (com árvores baixas e esparsas), até o campo cerrado, campo sujo e campo limpo (com progressiva redução da densidade arbórea). Ao longo dos rios há fisionomias florestais, conhecidas como florestas de galeria ou matas ciliares. Essa heterogeneidade abrange muitas comunidades de mamíferos e de invertebrados, além de uma importante diversidade de microorganismos, tais como fungos associados às plantas da região.
O Cerrado tem a seu favor o fato de ser cortado por três das maiores bacias hidrográficas da América do Sul (Tocantins, São Francisco e Prata), favorecendo a manutenção de uma biodiversidade surpreendente. Estima-se que a flora da região possua 10 mil espécies de plantas diferentes (muitas usadas na produção de cortiça, fibras, óleos, artesanato, além do uso medicinal e alimentício). Isso sem contar as 759 espécies de aves que se reproduzem na região, 180 espécies de répteis, 195 de mamíferos, sendo 30 tipos de morcegos catalogados na área. O número de insetos é surpreendente: apenas na área do Distrito Federal há 90 espécies de cupins, mil espécies de borboletas e 500 tipos diferentes de abelhas e vespas.
O Cerrado tem um clima tropical com uma estação seca pronunciada. A topografia da região varia entre plana e suavemente ondulada, favorecendo a agricultura mecanizada e a irrigação. Estudos recentes indicam que apenas cerca de 20% do Cerrado ainda possui a vegetação nativa em estado relativamente intacto.


Ameaças ao Cerrado


Depois da Mata Atlântica, o Cerrado é o ecossistema brasileiro que mais alterações sofreu com a ocupação humana. Um dos impactos ambientais mais graves na região foi causado por garimpos, que contaminaram os rios com mercúrio e provocaram o assoreamento dos cursos de água (bloqueio por terra). A erosão causada pela atividade mineradora tem sido tão intensa que, em alguns casos, chegou até mesmo a impossibilitar a própria extração do ouro rio abaixo. Nos últimos anos, contudo, a expansão da agricultura e da pecuária representa o maior fator de risco para o Cerrado.
As duas principais ameaças à biodiversidade do Cerrado estão relacionadas a duas atividades econômicas: a monocultura intensiva de grãos e a pecuária extensiva de baixa tecnologia. O uso de técnicas de aproveitamento intensivo dos solos tem provocado, há anos, o esgotamento dos recursos locais. A utilização indiscriminada de agrotóxicos e fertilizantes tem contaminado também o solo e a água. Os poucos blocos de vegetação nativa ainda inalterada no Cerrado devem ser considerados prioritários para implementação de áreas protegidas, já que apenas 0,85% do Cerrado encontra-se oficialmente em unidades de conservação.
Mas o problema do Cerrado não se resume apenas ao reduzido número de áreas de conservação ou à caça ilegal, que já seriam questões suficientes para preocupação. O problema maior tem raízes nas políticas agrícola e de mineração impróprias e no crescimento da população. Historicamente, a expansão agropastoril e o extrativismo mineral têm se caracterizado por um modelo predatório. A ocupação da região é desejável, mas desde que aconteça racionalmente.
A destruição e a fragmentação de habitats consistem, atualmente, na maior ameaça à integridade desse bioma: 60% da área total é destinada à pecuária e 6% aos grãos, principalmente soja. De fato, cerca de 80% do Cerrado já foi modificado pelo homem por causa da expansão agropecuária, urbana e construção de estradas - aproximadamente 40% conserva parcialmente suas características iniciais e outros 40% já as perderam totalmente. Somente 19,15% corresponde a áreas nas quais a vegetação original ainda está em bom estado.


Curiosidades sobre o Cerrado


· O espaço ocupado pelo Cerrado equivale à soma das áreas da Espanha, França, Alemanha, Itália e Inglaterra.
· O número de insetos na região do Cerrado é surpreendente: apenas na área do Distrito Federal, há 90 espécies de cupins, 1000 espécies de borboletas e 500 tipos diferentes de abelhas e vespas.
· O Cerrado, diferentemente da Amazônia, Mata Atlântica e Pantanal, não recebeu da Constituição Federal o status de "Patrimônio Nacional", tornando a conservação de sua biodiversidade uma tarefa mais difícil.
· Cerca de 80% do carvão vegetal consumido no Brasil vem das árvores do Cerrado.
· O Cerrado é uma região peculiar: associa uma rica biodiversidade a uma aparência árida decorrente dos solos pobres e ácidos e de contar com apenas duas estações climáticas - seca e chuvosa.
· Apesar de ser um bioma pouco estudado, sabe-se que o Cerrado é uma das regiões de maior diversidade do planeta, com um grau de endemismo significativo.
· Das 837 espécies de aves registradas no Cerrado, 759 se reproduzem na região e o restante são aves migratórias.
· O Cerrado é considerado o “berço das águas”, ao abrigar as nascentes de importantes bacias hidrográficas da América do Sul: Platina, Amazônica e São Francisco.
· A ocupação do Cerrado iniciou-se no século XVIII com a mineração, que se desenvolveu num rápido ciclo de exploração intensiva.



- Floresta Amazônica – é considerada a maior floresta tropical do mundo com uma rica biodiversidade. Está presente na região norte (Amazonas, Roraima, Acre, Rondônia, Amapá, Maranhão e Tocantins). É o habitat de milhares de espécies vegetais e animais. Caracteriza-se pela presença de árvores de grande porte, situadas bem próximas umas das outras (floresta fechada). Como o clima na região é quente e úmido, as árvores possuem folhas grandes e largas.
Amazônia

Na Amazônia vivem e se reproduzem mais de um terço das espécies existentes no planeta. Ela é um gigante tropical de 4,1 milhões de km2. Porém, apesar dessa riqueza, o ecossistema local é frágil. A floresta vive do seu próprio material orgânico, em meio a um ambiente úmido, com chuvas abundantes. A menor imprudência pode causar danos irreversíveis ao seu equilíbrio delicado.
A floresta abriga 2.500 espécies de árvores (um terço da madeira tropical do planeta) e 30 mil das 100 mil espécies de plantas que existem em toda a América Latina. Desta forma, o uso dos recursos florestais pode ser estratégico para o desenvolvimento da região. As estimativas de estoque indicam um valor não inferior a 60 bilhões de metros cúbicos de madeira em tora de valor comercial, o que coloca a região como detentora da maior reserva de madeira tropical do mundo. A Amazônia é, também, a principal fonte de madeira de florestas nativas do Brasil. O setor florestal contribuiu com 15% a 20% dos Produtos Interno Bruto (PIB) dos estados do Pará, Mato Grosso e Rondônia. Os insetos estão presentes em todos os estratos da floresta. Os animais rastejadores, os anfíbios e aqueles com capacidade para subir em locais íngremes exploram os níveis baixos e médios. Os locais mais altos são explorados por beija-flores, araras, papagaios e periquitos à procura de frutas, brotos e castanhas. Os tucanos, voadores de curta distância, exploram as árvores altas. O nível intermediário é habitado por jacus, gaviões, corujas e centenas de pequenas aves. No extrato terrestre estão os jabutis, cotias, pacas, antas etc. Os mamíferos aproveitam a produtividade sazonal dos alimentos, como os frutos caídos das árvores. Esses animais, por sua vez, servem de alimentos para grandes felinos e cobras de grande porte.Mais do que uma floresta, a Amazônia é também o mundo das águas onde os cursos d’água se comunicam e sazonalmente sofrem a ação das marés. A bacia amazônica - a maior bacia hidrográfica do mundo com 1.100 afluentes - cobre uma extensão aproximada de 6 milhões de km2. Seu principal rio, o Amazonas, corta a região para desaguar no Oceano Atlântico, lançando no mar, a cada segundo, cerca de 175 milhões de litros de água. A Amazônia é, de fato, uma região vasta e rica em recursos naturais: tem grandes estoques de madeira, borracha, castanha, peixe, minérios e outros, com baixa densidade demográfica (2 habitantes por km2) e crescente urbanização. Sua riqueza cultural inclui o conhecimento tradicional sobre os usos e a forma de explorar esses recursos sem esgotá-los nem destruir o habitat natural. No entanto, a região apresenta índices sócioeconomicos muito baixos, enfrenta obstáculos geográficos e de falta de infra-estrutura e de tecnologia que elevam o custo da exploração.


Ameaças à Amazônia

A luta pela preservação da floresta
Aclamado como o país de maior diversidade biológica do mundo, o Brasil tem sua riqueza natural sob constante ameaça. Um exemplo dessa situação é o desmatamento anual da Amazônia, que cresceu 34% de 1992 a 1994. A taxa anual, que era de pouco mais de 11.000 km2 em 1991, ficou em 16.926 km2 em 1999 conforme dados oficiais. A atividade agrícola de forma não-sustentável e a extração madeireira continuam sendo os maiores problemas. A extração tende a aumentar na medida em que os estoques da Ásia se esgotam.
Nas últimas décadas, enfrenta também ameaças de desmatamento, queimadas, conversão de terras para a agricultura, com novos assentamentos sendo feitos em áreas ainda preservadas, além de obras viárias e outras de grande porte, como barragens e usinas. O Governo, em relatório elaborado pela Secretaria de Assuntos Estratégicos - ligada à Presidência da República - reconhece que 80% da produção madeireira da Amazônia provêm da exploração ilegal. Existem 22 madeireiras estrangeiras conhecidas em operação na região e há pouca fiscalização sobre sua produção e área de exploração. O desperdício da madeira, que gira entre 60% e 70%, agrava ainda mais a situação. A intenção do governo de desenvolver megaprojetos de infra-estrutura para a Amazônia, causando degradação ambiental sem trazer benefícios para os habitantes da região, também não contribui para a situação. Embora o Brasil tenha uma das mais modernas legislações ambientais do mundo, ela não tem sido suficiente para bloquear a devastação da floresta. Os problemas mais graves são a insuficiência de pessoal dedicado à fiscalização, as dificuldades em monitorar extensas áreas de difícil acesso, a fraca administração das áreas protegidas e a falta de envolvimento das populações locais. Solucionar essa situação depende da forma pela qual os fatores político, econômico, social e ambiental serão articulados.Muitos imigrantes foram estimulados a se instalar na região, levando com eles métodos agrícolas impróprios para a Amazônia. A produtividade da terra diminui significativamente após três anos de plantio, forçando os pequenos agricultores a se mudarem para outras áreas de colonização no interior da mata ou em outras cidades onde o ciclo de desmatamento, queima e cultivo, bem como a degradação do solo, se repete. A ocupação da região amazônica começou a se intensificar na década de 40, quando o Governo passou a estimular, através de incentivos fiscais, a implantação de projetos agropecuários na área. Com isso, as queimadas e o desmatamento tornaram-se cada vez mais freqüentes. Esse processo de ocupação já teria levado à eliminação de 550 mil km2 de floresta. Todavia, as pesquisas e a prática demonstraram que a exploração sustentável da floresta na Amazônia é uma atividade mais rentável e que gera mais empregos do que outras que tem sido priorizadas pelo governo, como a agropecuária.No entanto, o Governo brasileiro tem tratado a questão da Amazônia de forma setorial, sem levar em conta o fator ambiental e sem utilizar a informação gerada por seus próprios técnicos. É o que acontece com seu programa "Avança Brasil", que ignora a definição de áreas prioritárias a serem conservadas em estudo coordenado pelo Ministério do Meio Ambiente.Outra forma de destruição tem sido os alagamentos para a implantação de usinas hidrelétricas. É o caso da Usina de Balbina, ao norte de Manaus. A baixíssima relação entre a área alagada e a potência elétrica instalada tornou-se um exemplo de inviabilidade econômica e ecológica em todo o mundo. A atividade mineradora também trouxe graves conseqüências ambientais, como a erosão do solo e a contaminação dos rios com mercúrio.Mais de 12% da área original da Floresta Amazônica já foram destruídos devido a políticas governamentais inadequadas, modelos inapropriados de ocupação do solo, aliados à pressão econômica, que levou a uma ocupação desorganizada e ao uso não-sustentável dos recursos naturais. Segundo estimativas oficiais, até 2020 a Amazônia terá perdido 25% de sua cobertura nativa.


Curiosidades da Amazônia


A vazão do Amazonas corresponde a 20% da vazão conjunta de todos os rios da terra. . O maior peixe de água doce do mundo é encontrado no Amazonas. Trata-se do pirarucu, que atinge até 2,5 metros de comprimento, pesando 250 quilos. . Aproximadamente 15% da floresta amazônica original já foi destruída e o Governo estima que esse percentual chegue a 25% até 2020. . O Parque Nacional do Jaú, criado em 1986, é o terceiro maior parque de floresta tropical do mundo, com área total superior à do estado de Sergipe (22.720 km2). . Os métodos tradicionais de extração de madeira causam grande desperdício de árvores com valor comercial para cada árvore extraída. O manejo florestal reduz a perda em quase 50%. . A regeneração da floresta é mais rápida nas áreas manejadas; há evidências de que o manejo reduz pela metade o tempo necessário para uma segunda extração em florestas já exploradas. . A vitória-régia (victoria amazonica) é um dos símbolos da Amazônia. Algumas chegam a medir 2 metros de diâmetro. . O maior animal da Amazônia é o peixe-boi, que pode atingir o peso de meia tonelada, com 3 metros de comprimento. . A sucuri da Amazônia chega a medir 10 metros de comprimento. . Em comparação com os demais biomas brasileiros, a Amazônia é o que detém o maior número de áreas de proteção integral (26) e também o maior percentual de florestas oficialmente protegidas (3,2% da área total do bioma). No entanto, apenas 0,38% da área dos parques e reservas hoje existentes na Amazônia está minimamente protegida de fato, pois não foram implementados ou encontram-se muito próximos a cidades.



- Mata Atlântica – neste bioma há a presença de diversos ecossistemas. No passado, ocupou quase toda região litorânea brasileira. Com o desmatamento, foi perdendo terreno e hoje ocupa somente 7% da área original. Rica biodiversidade, com presença de diversas espécies animais e vegetais. A floresta é fechada com presença de árvores de porte médio e alto.
Mata Atlântica

A natureza exuberante que se estendia pelos cerca de 1,3 milhão de quilômetros quadrados de Mata Atlântica na época do descobrimento marcou profundamente a imaginação dos europeus. Mais do que isso, contribuiu para criar uma imagem paradisíaca que ainda hoje faz parte da cultura brasileira, embora a realidade seja outra. A exploração predatória a que fomos submetidos destruiu mais de 93% deste “paraíso”. Uma extraordinária biodiversidade, em boa parte peculiar somente a essa região, seriamente ameaçada.
A Mata Atlântica abrange as bacias dos rios Paraná, Uruguai, Paraíba do Sul, Doce, Jequitinhonha e São Francisco. Originalmente estendia-se por toda a costa nordeste, sudeste e sul do país, com faixa de largura variável, que atravessava as regiões onde hoje estão as fronteiras com Argentina e Paraguai.
Espécies imponentes de árvores são encontradas no que ainda resta deste bioma, como o jequitibá-rosa, que pode chegar a 40 metros de altura e 4 metros de diâmetro. Também destacam-se nesse cenário várias outras espécies: o pinheiro-do-paraná, o cedro, as figueiras, os ipês, a braúna e o pau-brasil, entre muitas outras. Na diversidade da Mata Atlântica são encontradas matas de altitude, como a Serra do Mar (1.100 metros) e Itatiaia (1.600 metros), onde a neblina é constante.
Paralelamente à riqueza vegetal, a fauna é o que mais impressiona na região. A maior parte das espécies de animais brasileiros ameaçados de extinção são originários da Mata Atlântica, como os micos-leões, a lontra, a onça-pintada, o tatu-canastra e a arara-azul-pequena. Além desta lista, também vivem na região gambás, tamanduás, preguiças, antas, veados, cotias, quatis etc.
Apesar da devastação sofrida, a riqueza das espécies animais e vegetais que ainda se abrigam na Mata Atlântica é espantosa. Em alguns trechos remanescentes de floresta os níveis de biodiversidade são considerados os maiores do planeta.


Ameaças à Mata Atlântica


A Mata Atlântica é uma das florestas tropicais mais ameaçadas do mundo. De fato, é o ecossistema brasileiro que mais sofreu os impactos ambientais dos ciclos econômicos da história do país. Para se ter uma idéia da situação de risco em que se encontra, basta saber que à época do descobrimento do Brasil ela tinha uma área equivalente a um terço da Amazônia, ou 12% do território nacional, estendendo-se do Ceará ao Rio Grande do Sul. Hoje, está reduzida a apenas 7% de sua área original.
Em contraste com a exuberância da biodiversidade local, as estatísticas indicam que mais de 70% da população brasileira vive na região da Mata Atlântica. Além de abrigar a maioria das cidades e regiões metropolitanas do país, a área original da floresta também concentra os grandes pólos industriais, petroleiros e portuários do Brasil, respondendo por nada menos de 80% do PIB nacional.
Durante 500 anos a Mata Atlântica propiciou lucro fácil ao homem. Ainda no século XVI, houve a extração predatória do pau-brasil, utilizado para tintura de tecidos e construção. A segunda grande investida foi o ciclo da cana-de-açúcar. Grandes áreas de Mata Atlântica foram destruídas, não apenas para abrir espaço para os canaviais, mas também para alimentar as construções dos engenhos e as fornalhas da indústria do açúcar. O descaso ambiental era tão grande que, até o final do século XIX, ao invés de alimentar as caldeiras dos engenhos com o próprio bagaço da cana, prática rotineira no Caribe, optava-se por queimar árvores para servir de lenha.
No século XVIII, foram as jazidas de ouro que atraíram para o interior um grande número de portugueses. A imigração levou a novos desmatamentos, que se estenderam até os limites com o Cerrado, para a implantação de agricultura e pecuária. No século seguinte foi a vez do café, que exerceu um grande impacto sobre a Mata Atlântica. As florestas que cobriam o Vale do Paraíba, centro da produção cafeeira, foram destruídas com total falta de cuidado. O café, espécie de origem africana acostumado a crescer em áreas sombreadas, foi cultivado no Brasil em espaços abertos e desflorestados. As queimadas, feitas de forma descuidada, espalhavam-se pelas fazendas.
E, então, já na metade do século XX, chegou a vez da extração da madeira. No Espírito Santo, as matas passaram a ser derrubadas para fornecer matéria-prima para a indústria de papel e celulose. Em São Paulo, a implantação do Pólo Petroquímico de Cubatão tornou-se conhecida internacionalmente como exemplo de poluição urbana. Esse processo desorientado de desenvolvimento ameaça inúmeras espécies, algumas quase extintas como o mico-leão-da-cara-dourada, a onça pintada e a jaguatirica.
Do período colonial aos dias de hoje, as florestas da Mata Atlântica estão reduzidas a 7% de sua cobertura original, com áreas específicas, como as florestas de Araucária, com apenas 1% da cobertura remanescente.


Curiosidades sobre a Mata Atlântica


A Mata Atlântica já cobriu cerca de 12% do território nacional. Hoje, restam apenas cerca de 7% da cobertura original da Mata.
· Em 1993, um estudo realizado por técnicos do Jardim Botânico de Nova Iorque identificou, na região da Reserva Biológica de Una, no sul da Bahia, a maior diversidade de árvores do mundo, com 450 espécies diferentes num só hectare de floresta.
· O primeiro parque nacional brasileiro foi criado em uma área de Mata Atlântica, em 14 de junho de 1937. O Parque Nacional de Itatiaia fica entre os estados do Rio de Janeiro e Minas Gerais e abriga 360 espécies de aves (incluindo gaviões, codornas e tucanos) e 67 espécies de mamíferos (como a paca, macacos e preguiças).
· Parte da Mata Atlântica foi reconhecida pela Unesco como Reserva da Biosfera no começo da década de 90. A Reserva estende-se por cerca de 5 mil quilômetros ao longo da costa brasileira, com área total de 290 mil quilômetros quadrados.
· A queima de florestas, ainda comum nos dias de hoje, era a prática mais empregada na preparação da terra para o plantio. Em 1711, o jesuíta André Antonil estabeleceu regras para orientar o plantio da cana-de-açúcar: “roça-se, queima-se e alimpa-se, tirando-lhe tudo o que pode servir de embaraço”. Neste caso, o “embaraço” era a própria Mata Atlântica, cujas árvores serviam também como lenha para alimentar fornalhas da indústria do açúcar.
· A exuberância, a imponência e a riqueza da Mata Atlântica marcaram profundamente a imaginação dos europeus e contribuíram para criar uma imagem de terra paradisíaca, onde os recursos naturais pareciam inesgotáveis.
Mico-Leão Dourado
· Nos anos 70, restavam pouco mais de 200 micos-leões-dourados na natureza. Com o programa para tentar recuperar a população desses animais na Mata Atlântica no Rio de Janeiro, o número de micos já chega a mil.
· O mico-leão-dourado está sempre em grupos de 5 a 6 indivíduos, chegando a viver por até 15 anos. Eles se alimentam de frutos silvestres, insetos e pequenos vertebrados.
· Existem quatro espécies de micos-leões, todas encontradas apenas no Brasil: o mico-leão-dourado, que vive na Mata Atlântica de Baixada Costeira do estado do Rio de Janeiro; o mico-leão-da-cara-dourada, encontrado na região cacaueira do sul da Bahia; o mico-leão-preto, encontrado no Morro do Diabo, Pontal do Paranapanema (SP); e o mico-leão-da-cara-preta, último a ser descoberto, em 1990, que vive na região do Lagamar (Paraná e São Paulo).
Água e Mata Atlântica
A dimensão do domínio da Mata Atlântica, superior a 1,3 milhão de quilômetros quadrados, é tão ou mais grandiosa quanto a dos serviços ambientais que propicia aos habitantes de seu território. Mesmo reduzida e fragmentada, a mata exerce influência direta na vida de cerca de 80% da população do país: nas cidades, áreas rurais, comunidades caiçaras ou indígenas, protege o clima, regula o fluxo dos mananciais, a fertilidade do solo, a proteção de encostas, entre tantas outras funções.As grandes capitais brasileiras, por exemplo, - São Paulo (SP), Rio de Janeiro (RJ), Curitiba (PR) e Belo Horizonte (MG) – são completamente abastecidas pelos rios que afloram desses remanescentes. E calcula-se que a Mata Atlântica garanta o abastecimento de mais de 120 milhões de pessoas, abrigando rios do porte do Paraná, Tietê, Doce, Paraíba do Sul, São Francisco, Paranapanema e Ribeira do Iguape.Mas é na relação complementar entre a floresta e a água que a importância desse bioma pode ser melhor compreendida. Os remanescentes regulam a vazão dos rios, atenuando as enchentes, e após as chuvas permitem que a água escoe gradativamente.Também filtram sedimentos, retidos na chamada mata ciliar, e melhoram a qualidade da água. O armazenamento da água da chuva, em mananciais de superfície ou reservatórios subterrâneos, ocorre ainda pela infiltração paulatina no solo, garantida pela folhagem, pelo tronco das árvores e suas raízes. E muitos dos processos erosivos são evitados por ação da cobertura florestal.De outro lado, a poluição e escassez da água são determinantes para a degradação das florestas.Explica-se, assim, porque maciços florestais como o da Cantareira, inserido na Região Metropolitana de São Paulo, são responsáveis pelo equilíbrio climático da cidade, pela manutenção da umidade e, principalmente, pela produção de água para a população. Só o Sistema Cantareira abastece 46% da população paulistana, onde se localiza este importante fragmento de Mata Atlântica.Já em cidades como Bertioga, São Sebastião, Ubatuba e Caraguatatuba, no litoral norte de São Paulo, praticamente toda a água consumida vem das nascentes que brotam na serra. O Parque Estadual da Serra do Mar, maior área legalmente protegida da Mata Atlântica do país, responde pela produção de água potável para boa parte do Vale do Paraíba, além do litoral centro e norte de São Paulo.Benefícios como esses propiciados pela natureza dependem de mecanismos econômicos que os valorize frente à necessidade de uso pelo ser humano.Da mesma forma que algumas matérias-primas possuem valor financeiro, os serviços prestados pelos ecossistemas, como a manutenção do equilíbrio hidrológico ou a capacidade de produção de água, precisam cada vez mais de instrumentos como a cobrança pelo uso da água ou a comercialização de créditos de carbono, como forma de reconhecer sua importância e proteger a floresta do qual são parte."Planejar a conservação desta região tão importante de maneira efetiva,que traga benefícios para a natureza e seus cidadãos, é um desafio. Porisso o WWF-Brasil, com auxilio de diversos parceiros, vem desenvolvendo e utilizando a Visão da Ecorregião da Serra do Mar. Um planejamento ecorregional que servirá como ferramenta para a implantação de políticas públicas e projetos de conservação em parceria com a sociedade", reforça a coordenadora do Programa Mata Atlântica do WWF-Brasil, Luciana Simões.





- Mata de Cocais – presente, principalmente, na região norte dos estados do Maranhão, Tocantins e Piauí. Por se tratar de um bioma de transição, apresenta características da Floresta Amazônica, Cerrado e da Caatinga. Presença de palmeiras com folhas grandes e finas. As árvores mais comuns são: carnaúba, babaçu e buriti.
Zonas de Transição

Algumas zonas com características específicas, existentes entre os principais biomas brasileiros, foram identificadas e separadas para facilitar as tarefas e esforços de conservação. Uma delas é a transição entre o Cerrado e a Amazônia, com área de 414.007 km2, envolvendo as florestas secas de Mato Grosso. As florestas de babaçu do Maranhão também foram separadas, na zona de transição Amazônia-Caatinga, com área de 144.583 km2. Finalmente, também foi classificada separadamente a zona encontrada entre a Caatinga e o Cerrado, com 115.108 km2 de área.
Entre a Amazônia e o Cerrado está localizada a Mata Seca, ou floresta mesófila semidecídua. Representa uma forma florestal de manchas inclusas com características comuns do Cerrado, sendo por vezes contornadas ou ladeadas por manchas desse bioma. Quase sempre seus maciços ocorrem em locais afastados dos cursos de água ou da umidade permanente, em terrenos ondulados ou planos. No entanto, os maciços tornam-se menos freqüentes nos declives e dorsos das elevações acentuadas.
O babaçu (Orbygnia phalerata mart) é uma palmeira nativa das regiões norte e nordeste do Brasil. Compõe extensas florestas, ocupando áreas onde a floresta primária foi desmatada. Além do nome babaçu, também é conhecida por bagassú, aguassú e coco de macaco. Ocorre em uma zona de transição entre as florestas úmidas da bacia amazônica e as terras semi-áridas do Nordeste brasileiro.
O clima nessa área é bem mais úmido do que na Caatinga, com vegetação mais exuberante à medida em que se avança para o oeste. A vegetação natural é a mata dos cocais, onde se encontra a palmeira babaçu, da qual é extraído óleo utilizado na fabricação de cosméticos, margarinas, sabões e lubrificantes. A economia local é basicamente agrícola, predominando as plantações de arroz nos vales úmidos do estado do Maranhão. Na década de 80, no entanto, teve início o processo de industrialização da área, com a instalação de indústrias que constituem extensões dos projetos minerais da Amazônia.
Já na transição entre o Cerrado e a Caatinga pode observar-se uma vegetação mais rica que a da Caatinga, com florestas de árvores de folhas secas. Naturalmente, o clima é mais seco que o do Cerrado, com solo mais ressecado e períodos mais intensos sem chuva. A maior parte desta área está na fronteira do Cerrado com o sertão, no interior de estados nordestinos.

Ameaças às Zonas de Transição ou Mata dos Cocais

As ameaças às zonas de transição são semelhantes às observadas nos biomas contíguos a essas áreas. Em particular, a fronteira Cerrado-Amazônia vem sofrendo pressão por causa da expansão agropecuária. Para saber mais sobre as ameaças aos outros biomas, visite suas páginas específicas.

Curiosidades sobre as Zonas de Transição ou Mata dos Cocais

· Juntas, as áreas de transição compreendem um território de aproximadamente 675.000 km².
· A maior zona de transição é a que fica entre o Cerrado e a Amazônia, com área de 414.007 km². A Amazônia-Caatinga vem logo atrás, com 144.583 km², seguida da Caatinga-Cerrado, com 115.108 km² de área.
· O babaçu, típico da zona entre Caatinga e Amazônia, é uma palmeira que mede de 17 a 20 metros de altura.
· Pesquisadores pernambucanos estimam que o fruto do babaçu reduz em até 70% as úlceras gástricas. O alimento tem ação anti-inflamatória e praticamente não apresenta toxicidade.



- Pantanal – este bioma está presente nos estados de Mato-Grosso e Mato-Grosso do Sul. Algumas regiões do pantanal sofrem alagamentos durante os períodos de chuvas. Presença de gramíneas, arbustos e palmeiras. Nas regiões que sofrem inundação, há presença de árvores de floresta tropical.

Pantanal

O Pantanal é um dos mais valiosos patrimônios naturais do Brasil. Maior área úmida continental do planeta – com aproximadamente 210 mil km2, sendo que 140 mil km2 em território brasileiro, em parte dos estados de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul – o Pantanal destaca-se pela riqueza da fauna, onde dividem espaço 263 espécies de peixes, 122 espécies de mamíferos, 93 espécies de répteis, 1.132 espécies de borboletas e 656 espécies de aves. As chuvas fortes são comuns nesse bioma. Os terrenos, quase sempre planos, são alagados periodicamente por inúmeros corixos e vazantes entremeados de lagoas e leques aluviais. Na época das cheias estes corpos comunicam-se e mesclam-se com as águas do Rio Paraguai, renovando e fertilizando a região.
O equilíbrio desse ecossistema depende, basicamente, do fluxo de entrada e saída de enchentes que, por sua vez, está diretamente ligado à pluviosidade regional.
De forma geral, as chuvas ocorrem com maior freqüência nas cabeceiras dos rios que deságuam na planície. Com o início do trimestre chuvoso nas regiões altas (a partir de novembro), sobe o nível de água dos rios, provocando as enchentes.
O mesmo ocorre paralelamente com o Rio Paraguai, não havendo como escoar toda a água acumulada. As águas se espalham e cobrem, continuamente, vastas extensões em busca de uma saída natural, que só é encontrada centenas de quilômetros adiante, no encontro com o Rio Paraná, que deságua no Rio da Prata e este, no Oceano Atlântico, fora do território brasileiro. As cheias chegam a cobrir até 2/3 da área pantaneira.
A partir de maio inicia-se a "vazante" e as águas começam a baixar lentamente. Quando o terreno volta a secar permanece, sobre a superfície, uma fina mistura de areia, restos de animais e vegetais, sementes e húmus, propiciando grande fertilidade ao solo.
A natureza repete, anualmente, o espetáculo das cheias, proporcionando ao Pantanal a renovação da fauna e flora local. Esse enorme volume de água, que praticamente cobre a região pantaneira, forma um verdadeiro mar de água doce onde milhares de peixes proliferam. Peixes pequenos servem de alimento a espécies maiores ou a aves e animais.
Quando o período da vazante começa, uma grande quantidade de peixes fica retida em lagoas ou baías, não conseguindo retornar aos rios. Durante meses, aves e animais carnívoros (jacarés, ariranhas e outros) têm, portanto, um farto banquete à sua disposição.
As águas continuam baixando mais e mais e nas lagoas, agora bem rasas, peixes como o dourado, pacu e traíra podem ser apanhados com as mãos pelos homens. Aves grandes e pequenas são vistas planando sobre as águas, formando um espetáculo de grande beleza.

Ameaças ao Pantanal


Embora boa parte da região continue inexplorada, muitas ameaças surgem em decorrência do interesse econômico que existe sobre essa área. A situação começou a se agravar nos últimos 20 anos, sobretudo pela introdução de pastagens artificiais e pela exploração das áreas de mata. O Pantanal tem passado por transformações lentas, mas significativas, nas últimas décadas. O avanço das populações e o crescimento das cidades são uma ameaça constante. A ocupação desordenada das regiões mais altas, onde nasce a maioria dos rios, é o risco mais grave.
A agricultura indiscriminada está provocando a erosão do solo, além de contaminá-lo com o uso excessivo de agrotóxicos. O resultado da destruição do solo é o assoreamento dos rios (bloqueio por terra), fenômeno que tem mudado a vida na região. Áreas que antes ficavam alagadas nas cheias e completamente secas quando as chuvas paravam, agora ficam permanentemente sob as águas. Também causaram grande impacto, nos últimos anos, o garimpo, a construção de hidrelétricas, o turismo desorganizado e a caça, empreendida principalmente por ex-peões que, sem trabalho, passaram a integrar verdadeiras quadrilhas de caçadores de couro.
Depois de 1989 o risco de um desequilíbrio total do ecossistema pantaneiro ficou mais próximo de se tornar uma triste realidade. A razão dessa ameaça era o megaprojeto de construção de uma hidrovia de mais de 3.400 km nos rios Paraguai (o principal curso de água do Pantanal) e Paraná - ligando Cáceres, no Mato Grosso, a Nova Palmira, no Uruguai. Apesar de o Governo ter abandonado a idéia de alterar (com a construção de diques e trabalhos de dragagem) o percurso do Rio Paraguai, a navegação ainda apresenta riscos. A degradação das matas ciliares, barrancos, meandros e leito do rio, em conseqüência da forma como a navegação está sendo executada atualmente, exigem medidas imediatas de recuperação e regulamentação das embarcações e de controle de tráfego.

Curiosidades sobre o Pantanal

· A maior cobra do Pantanal é a sucuri amarela. Mede até 4,5 metros e se alimenta de peixes, aves e pequenos mamíferos.
· Tuiuiú, ave-símbolo do Pantanal, tem mais de 2 metros de envergadura com as asas abertas.
· O jacaré do Pantanal mede até 2,5 metros de comprimento, alimentando-se principalmente de peixes.
· O maior peixe do Pantanal é o jaú, um bagre gigante que chega a 1,5 metro de comprimento, pesando até 120 quilos.
· O Pantanal apresenta grande diversidade de espécies de plantas superiores, como árvores e arbustos (1.647 espécies) e alta diversidade de fauna: 263 espécies de peixes, 122 espécies de mamíferos, 93 espécies de répteis, 1.132 espécies de borboletas e 656 espécies de aves.
· As cheias anuais dos rios da região atingem cerca de 80% do Pantanal e transformam a região em um impressionante lençol d'água, afastando parte da população rural que migra temporariamente para as cidades ou vilas.
· O Pantanal atrai cerca de 700 mil turistas por ano, 65% dos quais são pescadores.
· Os 210 mil quilômetros quadrados do Pantanal equivalem à soma das áreas de quatro países europeus – Bélgica, Suíça, Portugal e Holanda.
· A onça pintada do Pantanal chega a pesar 150 quilos, alimentando-se de aproximadamente 85 espécies de animais que vivem na região.
· O Pantanal brasileiro tem 144.294 km2 de planície alagável, 61,9% dos quais (89.318 km2) no Mato Grosso do Sul, e 38,1% (54.976 km2) em Mato Grosso.
· O bioma do Pantanal foi reconhecido em 2000 como Reserva da Biosfera. Essas reservas, declaradas pela Unesco, são instrumentos de gestão e manejo sustentável integrados que permanecem sob a jurisdição dos países nos quais estão localizadas.
· O reduzido desnível da região produz a inundação periódica do Pantanal. Além disso, o relevo faz com que o Rio Paraguai ande bem devagar. Uma canoa à deriva no rio demoraria cerca de seis meses para atravessar o Pantanal.
· A cada 24 horas, cerca de 178 bilhões de litros de água entram na planície pantaneira.
· Existem mais espécies de aves no Pantanal (656 espécies) do que na América do Norte (cerca de 500) e mais espécies de peixes do que na Europa (263 no Pantanal contra aproximadamente 200 em rios europeus).

domingo, 14 de setembro de 2008

MATÉRIA PARA A SEMANA DE PROVAS 3° BIMESTRE 2008

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POR FAVOR AVISE SEU COLEGA QUE POR ACASO NÃO TENHA ACESSO A ESTE MATERIAL QUE ELE DEVE PROCURAR COM O MONITOR DA SALA QUE JÁ RECEBEU O MATERIAL PARA REPRODUZIR DE ACORDO COM A NECESSIDADE


BOM ESTUDO

Introdução - Ambientes da Terra


Introdução - Ambientes da Terra


É de fundamental importância compreender como nossa morada "funciona". Este sistema, formado pelo Sol e inúmeros astros que giram ao seu redor (Sistema Solar), constitui, enfim, nossa morada. A terra é um planeta vivo, caracterizado por uma dinâmica envolvendo vários processos interligados, é o terceiro planeta na ordem de afastamento do Sol, o que lhe permite receber quantidade de energia suficiente para o desenvolvimento de ambientes que dão sustentação a vida. Esses ambientes se interpenetram, e se, inter-relacionam, através da superfície da Terra que é a camada de contato e inter-relacionamento entre a Atmosfera, Hidrosfera e Litosfera, dando origem a Biosfera. Esta camada permite através de seu equilíbrio natural o surgimento de minerais, água, solos diferentes, vida animal, vida vegetal e uma série quase infinita de outros acontecimentos que tendem a mudar com o tempo. É de essencial importância para a geografia o estudo destes fenômenos no espaço, no tempo, seu inter-relacionamento e agrupamento em padrões e funções. Uma Fina e Delicada Película A biosfera, ou esfera da vida, resulta das relações existentes entre a atmosfera, a hidrosfera e a litosfera. Tais relações são muito antigas, na realidade, sua origem é de vários milhões de anos. Contudo, o termo biosfera é recente, assim como a compreensão da necessidade de sua preservação para o futuro da humanidade. Sua espessura não ultrapassa os 50 km e, quando comparada ao diâmetro da Terra, percebe-mos quão frágil é. Porém, sua fragilidade vem do fato de ela manter-se graças a um jogo de forças muito sensível que se autoregula e se autopreserva. Nesse jogo, os diversos elementos que compõem a biosfera se influenciam mutuamente. A alteração de um deles pode desencadear uma série de reações que atingirão alguns dos elementos do sistema, além do sistema como um todo. O homem integra e depende diretamente das relações que se desenrolam no interior da biosfera. Sua ausência significa o fim da própria humanidade. Há milhares de anos o homem se encontra adaptado à biosfera terrestre. A litosfera – ou crosta terrestre a camada sólida mais externa da Terra, e seu interior é constituído de materiais em estado pastoso. A litosfera tem cerca de 200 km de espessura. A parte interna do globo terrestre é composta por diversas camadas, com diferentes materiais. Cada uma delas possui temperatura e densidade próprias, o que traz implicações sobre a dinâmica interna da Terra, como as erupções vulcânicas e os terremotos. Hidrosfera - A esfera das águas - rios, lagos e mares - que formam uma camada descontínua sobre a superfície da Terra Da hidrosfera da Terra que compreende os lagos, mares, rios e as águas subterrâneas as águas marinhas e salobras correspondem a 97,4% e os restantes 2,6% são água doce, o que mostra a imensidão das águas marinhas e consequentemente sua importância sob vários aspectos como fonte alimentar, meio de transporte, depósito petrolífero e de minerais, por exemplo. Atmosfera - Camada de gases que envolve um planeta ou um satélite. A atmosfera (do grego atmós, gás; sphaîra, esfera) da Terra tem espessura estimada em 800 km. É formada por gases, principalmente o nitrogênio (78%), o oxigênio (21%) e o argônio (0,9%), e por gases menores, entre eles o vapor de água e o dióxido de enxofre, que totalizam apenas 0,1% do volume do ar atmosférico. A atmosfera contém também microrganismos e partículas sólidas, como cinzas vulcânicas e poeira.

INTRODUÇÃO A LITOSFERA


INTRODUÇÃO A LITOSFERA


Litosfera - Introdução - Você aprendeu na aula anterior que, o planeta Terra é formado por camadas, a hidrosfera (de água), a atmosfera (de gases) e a litosfera (de rochas). E que o inter-relacionamento e a inter-dependência entre essas camadas resulta noutra, que denominamos Biosfera. A Formaçã do PlanetaA idade da Terra é de aproximadamente 4,5 bilhões de anos. Uma das teorias de sua origem, a mais aceita, afirma que o Sol e os planetas se condensaram a partir de gás e poeira interestelar, dando origem ao "Big Bang", cujas partículas ou “faíscas” resultantes originaram a matéria cósmica e os sistemas estelares, que se transformaram lentamente nos principais astros do Sistema Solar. A Formação da LitosferaPortanto, no início, nosso planeta foi muito provavelmente, uma grande massa incandescente, que lentamente passa por um processo de resfriamento, resultando numa crosta sobre a qual nós habitamos, essa crosta é a litosfera. O Processo de ResfriamentoEste fato pode ser comprovado por estudos demonstrando que , a temperatura e a densidade aumentam com a profundidade. A elevação da temperatura é percebida a partir dos 20 metros iniciais e seu aumento é contínuo a partir daí. Esta relação entre profundidade e aumento de temperatura, é um conceito que tem o nome de Grau Geotérmico. Grau GeotérmicoSignifica o número de metros de profundidade necessários para que a temperatura se eleve em 1ºC. O Grau Geotérmico varia de um lugar para o outro, em razão do tipo de rocha ou pela influência do Vulcanismo. O menor valor registrado foi na alemanha, com apenas 11 metros, e os maiores valores registrados foram no sul da África e no escudo canadense, onde registrou-se um grau geotérmico de 125 metros, sendo este fato um indicativo de terrenos estáveis e antigos. Este resfriamento de fora para dentro da terra, resulta numa camada mais rígida, que vem a ser a Litosfera. A Litosfera - Formação RochosaTem na sua parte mais externa a crosta terrestre, corresponde à camada externa e mais rígida da terra, onde estão assentados as montanhas e os oceanos, sustentados por uma grande variedade de tipos de rochas de diferentes formações e idades. A Crosta tem uma espessura média de 35 quilômetros. A Litosfera e as Placas TectônicasA Litosfera, tendo na crosta a parte sólida e mais externa suporta sobre si os continentes e oceanos, no entanto ela não é inteiriça, tem a sua formação similar a um mosaico de enormes placas, chamadas tectônicas, que se encaixam como em um quebra-cabeças. Elas não são fixas, movimentam-se sobre a parte semifundida do manto, criando uma zona de atrito entre elas, cujos choques deformam suas bordas e liberam enormes quantidades de energia, que chegam à superfície em forma de terremotos. Litosfera - Importância Para o homem, essa camada é extremamente importante, pois além de funcionar como piso do estrato geográfico é nela que se encontram os recursos minerais, grande parte dos recursos energéticos e os nutrientes necessários para desencadear o ciclo de vida dos vegetais, dos animais, e toda a estrutura para o surgimento e manutenção da vida humana. Litosfera - Manto - Núcleo ou Nife
Litosfera e as principas camadas A Litosfera que é a camada rígida e mais externa, faz parte de um conjunto de camadas internas da terra que apresentam características físicas distintas, abaixo da Litosfera, há mais duas camadas, o Manto e o Núcleo ou Nife. Cada uma delas possui temperatura e densidade próprias, o que traz implicações sobre a dinâmica interna da Terra, como as erupções vulcânicas e os terremotos. MantoAbaixo da litosfera vem o manto, que representa 80% do volume da Terra, é formado por rochas maleáveis, parcialmente fundidas, a temperatura pode chegar a 3500ºC, com pressões de milhares de atmosferas, e uma espessura de até 2.900 quilômetros de profundidade. É o material desta camada que quando extravasa para a superfície da origem ao magma (lava + gases). Núcleo ou Nifeo núcleo ou Nife é a camada central, tem um terço da massa do planeta e compõe-se basicamente de ferro e níquel líquido, pois apresenta as maiores temperaturas, 3900ºC a 4800ºC, com um "caroço" sólido em seu interior. É esse material líquido e metálico girando em volta do núcleo sólido que gera correntes elétricas, que dão origem ao campo magnético do planeta Terra. Bibliografia:1 - ROSS, Jurandyr Sanches. Geografia do Brasil. São Paulo, Edusp, 1996. 2 - MARINA, Lúcia , Tércio. Geografia. São Paulo, Ática. ( Série Novo Ensino Médio )3 - http://www.igc.usp.br/geologia/a_terra.phpFilme recomendado: O Núcleo - Missão ao Centro da Terra (The Core)

DINÂMICA DA LITOSFERA


LITOSFERA
E SUA DINÂMICA

Listosfera de tempos em tempos, temos noticias sobre terremotos ou erupção de um vulcão, mostrando com clareza que a crosta terrestre - a camada mais superficial do planeta - não é estática. Ela se movimenta lenta e constantemente, alterando a distribuição dos continentes e dos oceanos. A Litosfera e sua Dinâmica - A litosfera está em permanente transformação desde o início de sua formação, há bilhões de anos. São duas fontes energéticas que conferem uma dinâmica à litosfera: uma de forças internas ou endógenas e outra, de forças externas ou exógenas. A manifestação mais visível da ação das forças internas do planeta são registradas na superfície na forma de vulcões e terremotos. Litosfera - Forças Internas ou EndógenasA partir do núcleo e do manto, a interação entre substâncias com características químicas e físicas diferentes em condições de altas temperaturas e pressões liberam grande quantidade de energia (forças internas) que é refletido de forma dinâmica na litosfera alterando sua estrutura. Litosfera - EstruturaA manifestação da liberação desta energia é visível na superfície na forma de vulcanismo, terremotos, formação de montanhas e tsunames, que são terremotos que ocorrem no solo do oceano provocando o deslocamento de grandes massas de água, como o ocorrido na Ásia em dezembro de 2005. Litosfera - Forças Externas ou ExógenasAs forças externas ou exógenas atuam na superfície e curiosamente essas forças são contrárias entre si. Têm início na energia solar, que, ao penetrar na atmosfera, desencadeia processos, como os ventos, as chuvas ou a neve; responsáveis pelo desagaste e por esculpir as formas estruturais do relevo. Litosfera e a Tectônica de PlacasJá vimos que a litosfera não é estática, assim como também não é inteiriça, e sim dividida em uma série de placas assentadas sobre uma parte menos dura (astenosfera), e que, devido a ação das forças internas estão sujeitas a diferentes movimentos. A teoria que melhor se aplicou ao dinamismo da crosta terrestre foi a teoria da Deriva Continental, posteriormente ratificada na Teoria da Tectônica de Placas. Teoria da Deriva ContinentalEsta Teoria foi elaborada pelo geofísico alemão Alfred Wegener (1880-1930) a partir da observação do planisfério. Wegener observou que as costas da Africa se encaixavam perfeitamente nas costas da América do Sul, a partir daí, começou a encaixar os outros continentes formando um planeta primitivo com um super continente (pangéia) e um único oceano (panthalasa). Sua teoria afirmava que os continentes surgiram a partir de um super continente, que foram afastando-se (deriva) até chegarem a conformação atual. Teoria da Tectônica de Placas
Principais Placas Tectônicasimagem-Ciência hoje na escola, vol 10 - SP - SBPC - pág 20
De acordo com esta teoria a litosfera é concebida como que formada por uma série de blocos ou placas de diferentes dimensões. As placas não são fixas e movimentam-se sobre o manto, principalmente no sentido horizontal. A área de contato de uma placa com outra é marcada por uma forte atividade sísmica, pois a grande pressão que uma placa exerce sobre a outra é capaz de gerar uma enorme quantidade de energia, traduzida principalmente pelos terremotos. A Tectônica de Placas e o Movimento dos ContinentesAssociado aos limites das placas, temos também a presença de cadeias montanhosas e fossas tectônicas, além de dorsais mesoceânicas. A superfície terrestre está em permanente deriva. Com isso, os continentes se deslocam, ao mesmo tempo que o fundo de certos oceanos se alarga, como o oceano Atlântico ou se estreita como o oceano Pacífico. Pelo movimento das placas tectônicas, podemos compreender a origem dos vulcões e as zonas mais sujeitas a terremotos, bem como o processo de formação das grandes cadeias de montanhas como os Andes, os Alpes ou o Himalaia. A Tectônica de Placas e o BrasilO Brasil esta sobre a Placa Tectônica Sul Americana, que está em movimento, como as demais placas em que se divide a litosfera . O movimento produz tremores de terra, vulcanismo e elevação de montanhas na região andina, além de alterar a estabilidade de terrenos em seu interior, que inclui todo o Brasil. Terremotos no BrasilEstamos acostumados a ouvir falar da estabilidade tectônica do solo brasileiro - é ela que garante a ausência de terremotos, porém pesquisas recentes indicam que algumas regiões do Brasil como planaltos de Goiás e Tocantins ocorrem tremores de baixa magnitude, em média 10 vezes por dia, em epsódios de no máximo 4 segundos, resultante dos movimentos da placa tectônica, refletindo numa região da crosta cuja espessura não ultrapassa 43 quilômetros. Bibliografia: [ http://www.igc.usp.br/geologia/a_terra.php ] [ http://www.revistapesquisa.fapesp.br/ ]

ATMOSFERA


Atmosfera Palavra de origem grega, atmos=gás + sfera=esfera-->atmosfera. Portanto é a esfera gasosa, que envolve o planeta Terra. A atmosfera se estende por centenas de quilômetros, alguns documentos estimam sua espessura em 800 km, que atualmente o homem consegue alcancá-la por meio dos balões-sonda e dos satélites artificiais. Atmosfera - Função e ConstituiçãoA atmosfera exerce um papel fundamental na manutenção da temperatura, e da vida naTerra. Ao nível do mar, é constituída de 78% de nitrogênio, 21% de oxigênio e apenas 1% de outros gases (argônio, xenônio, neônio, gás carbônico), etc., além de poeira. Atmosfera - ImportânciaSe não existisse a atmosfera, não haveria animais nem plantas. Como sabemos que O oxigênio é indispensável para a existência da vida na Terra. Todas as características do mundo, tal como o percebemos, e o próprio ambiente terrestre, dependem essencialmente do ar. Sem a atmosfera, não haveria vento, nuvens ou chuva. Não haveria céu azul, nem crepúsculos ou auroras. Não existiria o fogo, pois toda combustão resulta da união do oxigênio com as substâncias que queimam. Não existiria o som, pois o que chamamos de som é a vibração das moléculas de ar contra o tímpano. Sem ar, enfim, as plantas não poderiam nascer e crescer.Atmosfera - Escudo ProtetorAlém de suas demais propriedades, a atmosfera serve de imenso escudo que protege a Terra da violência dos raios solares, absorvendo as radiações de ondas curtas mais perniciosas. À noite, funciona como teto de vidro de uma gigantesca estufa, conservando o calor do dia e impedindo que ele se perca todo no espaço.Atmosfera - Suas CamadasEm função de sua imensa espessura,e pelo fato de não apresentar forma homogênea em toda sua extensão, a atmosfera foi dividida em camadas superpostas. Uma das bases para classificação das diferentes camadas da atmosfera foi a variação de temperatura de acordo com a altitude. A atmosfera está estruturada em três camadas relativamente quentes, separadas por duas camadas relativamente frias.Atmosfera - Cinco CamadasUma das divisões mais aceita é: troposfera, estratosfera, mesosfera, ionosfera e exosfera.

Troposfera: é a camada que esta mais diretamente relacionada com o homem, esta camada tem início no solo, até aproximadamente 16 km de altitude. É na troposfera que ocorrem os fenômenos atmosféricos, o calor, os ventos e as chuvas. A temperatura média que varia de 20°C na parte inferior a 60°C negativos na parte superior. É nessa camada que se concentram os poluentes, acontecem os fenômenos de precipitação - como a chuva, neve, ventos, calor - onde circulam os balões tripulados e aviões a jato. Estratosfera: é a camada seguinte e tem uma espessura de cerca de 40 km. Nessa camada, o ar é muito rarefeito. A temperatura oscila entre 60°C negativos e 5°C negativos É neste camada que ocorre a presença do gás Ozônio (O3), ( camada de ozônio ) que filtra a radiação ultravioleta emitida pelo sol. A presença do ozônio na atmosfera é essencial à manutenção da vida, como se apresenta, no planeta. A sua eliminação ou diminuição em grande escala podem modificar e modificam a fauna, a flora, enfim, todos os seres vivos da Terra; podem determinar efeitos imprevisíveis aos ecossistemas terrestres e, especialmente aos seres humanos, mas que serão certamente, catastróficos. Também chegam até a estratosfera os balões meteorológicos, os aviões supersônicos e as nuvens geradas por explosões atômicas. É também na estratosfera que ocorre o efeito estufa, que é um fenômeno que resulta no aquecimento da atmosfera do Planeta, intensificado pela emissão de certos gases para a atmosfera, como o dióxido de carbono (CO2), produzido na queima de combustíveis fósseis (carvão, petróleo e gás natural) e por queimadas. O assunto tem merecido atenção da comunidade científica mundial pelos reflexos e consequências resultantes na vida de todos nós.Mesosfera: é a camada intermediária, estende-se até aproximadamente 85 km de altura. O ar é mais rarefeito que na camada anterior, composto principalmente por ozônio e vapor de sódio.Ionosfera: (íons + sfera ): fica acima de 80 km de altitude, composta por moléculas ionizadas, isto é, carregadas elétricamente, é nesta camada que as ondas de rádio são refletidas de volta para a Terra. Na ionosfera ocorrem alguns fenômenos, como por exemplo, a aurora polar , que é visível nas regiões polares e a desintegração dos meteoros provenientes do espaço, é o que nós observamos como estrelas cadentes.Exosfera: é a camada mais externa, começa após uns 500 km e continua até se confudir com o espaço interplanetário. Nesta camada, a densidade gasosa é ínfima, não se registrando fenômenos assinaláveis, a não ser a existência de dois cinturões de partículas ( Cinturões de Van-Hallen ). O primeiro a 4000 km, e o segundo a 20000 km de altitude.

Referências Bibliográficas:[ MARINA, Lúcia et alli. Geografia - Novo Ensino Médio. São Paulo. ed. Ática, pág 75 ] [ Ensino Integrado - Ensino Médio - Difusão Cultural do Livro, 2002, pág 87 ] [ www.sites.uol.com.br/jakespaulo ] [ Almanaque Abril - A Enciclopédia em Multimídia, 1996, São Paulo, Ed. Abril ] [ Help- Sitema de Consulta Interativa -Estadão - pág 64 ] [ www.deverdecasa.net ]

1ªS SÉRIES - CAMADAS DA TERRA

Hidrosfera

Introdução - Cerca de 70% da superfície da Terra está coberta de água. Hidrosfera é o nome dado ao conjunto de regiões do planeta que agrega todos os tipos de água (sólida, líquida e gasosa). Desse conjunto, os oceanos é maior reservatório com 97,3% do total da hidrosfera. Há também a água dos rios, lagos, aqüíferos (água subterrânea), e água das geleiras localizada nos polos e regiões montanhosas, água na forma de umidade na atmosfera. É preciso ter ciência que, de todo o potencial da hidrosfera, apenas e aproximadamente 0,007% é água disponível ou de possível acesso para consumo humano. Importância dos oceanos. Embora para os seres humanos a água doce tenha uma importância imediata na manutenção da vida, os oceanos com sua água contendo aproximadamente 3,5% de sais, principalmente cloreto de sódio, é que tem um importante papel vital na manutenção da vida no planeta Terra como um todo e um importante aliado na amenização do efeito estufa por meio da absorção de grandes quantidades de dióxido de carbono da atmosfera. Fitoplâncton - florestas no oceanoÉ no oceano que se desenvolve uma das mais importante forma de vida, o fitoplâncton(*), que são algas(**) microscópicas que vivem flutuando no mar em função das correntes, estes vegetais marinhos são responsáveis pelo equilíbrio do clima no planeta através da absorção do dióxido de carbono e da produção de cerca de 80% do oxigênio atmosférico e representa a base das cadeias alimentares dos ecossistemas marinhos. Os oceanos e o equlíbrio do climaOs oceanos são responsáveis pela manutenção do clima terrestre. O transporte de calor se dá da seguinte forma: A água absorve essa energia térmica (calor) que recebe sobretudo nos trópicos e a redistribui para o resto do planeta, no sentido dos pólos através das correntes marinhas. Nesse movimento a água aquecida e menos densa se desloca pela parte superficial dos oceanos em direção aos polos, nesse trajeto e a aproximação dos polos ocorre a perda de calor e consequente resfriamento e aumento da densidade provocando o afundamento do fluxo de água, este efeito provoca o processo inverso no oceano profundo, a água afunda e migra para as zonas equatoriais, num processo muito lento. Caso contrário, a Terra tornar-se-ia demasiadamente fria para a sobrevivência do ser humano. Oceanos - alimento, energia e vida.O mar é, também, uma importante fonte de alimento e de energia, tanto as energias não renováveis como o petróleo e o gás, como as energias renováveis como o vento e as ondas marítimas. A zona costeira é particularmente importante porque 60 % da população mundial vive numa faixa de 100 km da costa marítima. A interface entre a hidrosfera, litosfera e a atmosfera é onde ocorre o desenvolvimento da vida em nosso planeta. A interação entre estes três ambientes recebe o nome de biosfera. Ciclo HidrológicoCiclo hidrológico é um processo dinâmico provocado pela energia solar e do interior da Terra em que a água se recicla continuamente transitando entre a hidrosfera, atmosfera e litosfera. Na hidrosfera a água num processo dinâmico e contínuo percorre os três estágios (sólido, líquido e gasoso) que tem o clássico nome de Ciclo Hidrológico. Nesse processo as águas dos oceanos e dos continentes se evaporam, formam nuvens que condensam-se e precipitam-se sobre o planeta sob a forma de chuva, neve ou granizo. Depois escorrem para rios, lagos e aos poucos correm de novo para o mar, ou para o subsolo onde acumula-se formando depósitos subterrâneos de água, também conhecidos como lençóis freáticos ou aqüiferos. Mantendo assim o equilíbrio no Sistema Hidrológico do planeta. Além disso a água, em seu estado líquido ou sólido, cumpre o importante papel de agente modelador da crosta terrestre. A maior parte dos depósitos sedimentares provem do transporte e da deposição pela ação da água e do gelo.Glossário: (*)Fitoplânctons são microorganismos marinhos que consistem em pequenas plantas unicelulares responsáveis por sustentar a produtividade primária do mar. Sua importância esta no fato de que, a sua sobrevivência passa pelo processo da fotossíntese, onde absorvem o dióxido de carbono (CO2) da atmosfera, ajudando a regular o clima, e produzem oxigênio, tão necessário para a existência da vida na Terra.(**)Algas são plantas inferiores que não apresentam organização complexa do corpo e que produzem a fotossíntese.
Fontes - sites acessados em 15/04/2005 [ www.Ambientebrasil.com.br ] [ http://geocities.yahoo.com.br/csgeologia/temperatura.html ] [ http://www.cem.ufpr.br/fito.htm ] [ http://www.atmosphere.mpg.de/enid/4bb7a903d28ebdbef1cfc5b6c615a8f9,55a304092d09/2o8.html ] [ http://www.argon.com.br/entidades/amigosdanatureza/especiais/mar/14.htm ] [ http://www.mma.gov.br/port/sbf/dap/antaust.html ] [ http://www.comciencia.br/reportagens/aguas/aguas10.htm ]