CARPE DIEN

quarta-feira, 25 de maio de 2011

2ªS SÉRIES - Os Circuitos da Produção


2ª séries

Os Circuitos da Produção
Produção do espaço, sistemas técnicos e divisão territorial do trabalho (Resumo)
Como a produção do espaço resulta do trabalho social que se funda no sistema técnico imperante em cada fase da história., o conjunto das tarefas executadas pela sociedade reflete a correlação entre espaço produzido e as técnicas disponíveis em determinada época, também chamada de ciclo. O Brasil nasceu na região do nordeste atual, do litoral (com a cana) ao interior ou o amplo sertão nordestino, com a pecuária. Neste, sucederam do séc. XVII ao XXI vários sistemas técnicos caracterizantes da pecuária, cotonicultura, extrativismo, agroindústria e turismo. Cada um com suas especificidades de trabalho. Tomamos, como referência territorial, uma parte de uma das unidades político-adiministrativas, o estado do Ceará no Nordeste Oriental, cujo trabalho sempre esteve ligado, direta ou indiretamente, à ordem internacional, quer da metrópole (Portugal) quer de outros mercados1.
Palavras-chave: sistemas técnicos, pecuária, atividades extrativas, agro-indústria e turismo.
O espaço, como produto do trabalho social, estabelece a condição de continuidade da sociedade, pois cada nova geração sobrevive utilizando-se dos objetos do passado, superpondo-lhes ou acrescentando-lhes outras criações. O geógrafo Allen Scott (1988) diz que "sob as pressões da acumulação, o mundo social está continuamente sendo transformado e retransformado". Com o tempo, o espaço se complexifica e, com as novas condições de comunicabilidade entre os grupos sociais, o espaço ultrapassa o local, tornando-se universal.
As técnicas de uma época estão no espaço produzido. O tempo está, assim, no espaço. Neste, o tempo se denuncia pela presença de diferentes modos de produção. Daí Santos (1980, p.163) dizer que "cada vez que o uso social do tempo muda, a organização do espaço muda igualmente. De um estágio da produção a um outro, de um comando do tempo a um outro, de uma organização do espaço a uma outra, o homem está cada dia e permanentemente escrevendo sua História, que é ao mesmo tempo a história do trabalho produtivo e a história do espaço."
No capitalismo, essas exigências de fazer e refazer formas assumem um caráter cíclico. Harvey (citado por Soja, 1993) sintetizou esse caráter do sistema: "as contradições internas do capitalismo expressam-se através da formação e re-formação irrequietas das paisagens geográficas. É de acordo com essa música que a geografia histórica do capitalismo tem que dançar, ininterruptamente"
Essa afirmação de David Harvey nos leva ao tema dos ciclos, debatidos e teorizados por pensadores de diferentes posturas ideológicas 2, como a teoria dos ciclos longos ou das ondas de Kondratieff.
Nesse corpo teórico, a análise ultrapassa os limites da economia, porquanto vê o sistema em sua totalidade, incluindo "componentes tecnológicos e sociais em interação com o subsistema econômico (Perez) ou, como nos diz o economista brasileiro Ignácio Rangel: "os ciclos econômicos não são apenas fatos econômicos. São fatos sociais, no mais alto sentido dessa expressão" (Folha de São Paulo, 04/08/88). Se são fatos sociais, exprimem-se nas feições da "segunda natureza".
Esses ciclos estão relacionados com as mudanças tecno-econômicas e sócio-institucionais. À medida que elas apresentam uma sintonia há uma tendência de refazer-se da crise e o sistema toma impulso, fase em que se propõe chamar de fase "A". Quando o sistema capitalismo entra em crise, com o desajuste dos dois subsistemas (tecno-econômico e sócio-institucional), entra na depressão ou fase "B".
Desde o século XVIII que, com o controle e a condensação do conhecimento tecnológico transformado em técnica, o capitalismo reedifica-se e solidifica-se, embora dentro das contradições que lhe são inerentes. Os grandes períodos, grandes ciclos ou ondas longas, de duração entre 50 e 60 anos, são marcados por determinados conjuntos de descobertas, de inovações conjugadas que estabelecem uma nova forma de produção e de consumo, possibilitando uma outra dinâmica à vida global da sociedade, afeiçoando-a a um outro paradigma. Dessa maneira, mudam-se as funções, ressurgem formas novas para melhor atender a reanimação dos fluxos de que resulta a produção de um novo espaço, o espaço da modernidade de então. É porisso que podemos falar do espaço de uma determinada época, de novas funções das formas ressurgentes, de "rugosidades"3, de reestruturação do sistema da renovação do espaço geográfico e de inovação da modalidades e das formas de relações de trabalho.
Na compreensão do economista europeu Joseph Schumpeter (1883-1950), essa fluidez do sistema em, periodicamente, apresentar rupturas e posterior ajustamento deve-se à sua dinâmica basear-se na vaga contínua de destruição criativa. Essa idéia se fundamenta na ação dos empresários inovadores que, diante da crise, assimilam a nova ordem técnica e adotam métodos capazes de produzir a custo menor. A base do contexto capitalista está na "abertura de novos mercados, externos ou internos, e o progresso de organização desde o artesanato até a indústria que, incessantemente, revoluciona a estrutura econômica, destruindo incessantemente a antiga e incessantemente criando uma nova. Este processo de destruição criativa é o fato essencial do capitalismo" (Schumpeter,1946, p.103-4).
Para Soja (1993), "a reestruturação, em seu sentido mais amplo, transmite a noção de uma ruptura nas tendências seculares, e de uma mudança em direção a uma ordem e uma configuração significativamente diferentes da vida social, econômica e política. Evoca, pois, uma combinação seqüencial de desmoronamento e reconstrução, de desconstrução e tentativa de reconstituição..." (p. 193). O espaço é a expressão mais significante dessa mudança. Nesse aspecto, a cidade é o lugar de maior demonstração do espaço reconstruído e criador de extensores capazes de vincular diferentes pontos, proporcionando a abertura de novos mercados que oferecem meios para a nova ordem que se constrói. Dela partem as ordens, as informações e as comunicações que definem as modalidades de uso dos territórios, da organização da produção e de forma de existência do homem.
Embora esse norteamento teórico esteja mais intimamente relacionado ao conjunto global do sistema capitalista, essa reflexão nos leva a compreender porque subespaços também passam por ciclos. Isso ocorre, especialmente, quando notamos a inserção econômica e produtiva desses subespaços. Isto se faz quando esses pedaços de espaço recebem ordens externas, como sempre tem sido o caso do nordeste brasileiro.

extraído de

http://www.ub.es/geocrit/sn/sn119-63.htm

sexta-feira, 29 de abril de 2011

2ªS SÉRIES - RODADA DOHA

2ªs SÉRIES - 2º BIMESTRE






RODADA DOHA

Imperialismo e agricultura - A conspiração de Doha

Enquanto não me chega a inspiração para passar ao papel as minhas reflexões e experiência sobre as alterações que atingem a agricultura neste tempo de mundialização capitalista, olho para a mão que segura a caneta, a mesma que ontem segurava o arado ainda de modelo romano, que virava o chão que nos dá o alimento para a vida e vida para transformar o mundo. Tudo isto para dizer da minha profunda ligação à terra nas suas vertentes ecológica, económica e social. Afinal eu sou um romântico e não sabia, até ao dia em que o Comissário da Agricultura, Franz Fischler, me lançou isso à cara num comité consultivo da PAC (Política Agrícola Comum), numa daquelas reuniões em que o comissário expõe em escassos minutos os objectivos da Comissão e em que raramente é questionado pela simples razão de que os que lá estão estão de acordo com os objectivos. Mas como há sempre uma voz para dizer não, estava lá eu nesse dia e atrevi-me a dizer-lhe que a sua reforma ia trazer a destruição do mundo rural, que o que precisávamos era de outras políticas com preços justos à produção para preservar os numerosos agricultores das diversas regiões. Surpreendido e incomodado porque não gosta que ninguém lhe estrague a encenação, despachou o assunto limitando-se a dizer que eu era um omântico.Franz Fischler foi de resto o Comissário que mais sacrificou a agricultura aos objectivos da mundialização do capital, objectivos esses que neste mês de Novembro conhecem novo episódio com mais uma cimeira da OMC. Para tentar fechar o ciclo de negociações de Doha (*) para a liberalização total das trocas agrícolas e abrir, enfim, as auto-estradas ao «livre comércio» da «economia de mercado», como dizem pudicamente os lacaios deste sistema que não ousam chamar-lhe capitalismo de tal forma ele está mal visto.

Porquê Doha?


As primeiras reuniões dos mandatários do sistema para organizar a globalização tiveram fortes movimentos de protesto. Foi assim que em Seattle (EUA) e em Cancun (México) não puderam chegar a um acordo e no último caso tiveram mesmo de acabar a reunião precipitadamente devido à imolação do companheiro Lee, camponês sul-coreano, que espetou uma faca no ventre num gesto de sacrifício extremo contra a globalização da OMC. Desde então, para evitar grandes manifestações, escolheram Doha, capital do Qatar, onde não pode haver protesto por falta de condições logísticas locais e aí puderem decidir as regras para saquear o sector agrícola.

O contexto geopolítico atual

Com a passagem da agricultura a uma lógica de lucro e a sua subordinação ao capital financeiro e influência crescente das multinacionais, após a ratoeira da dívida externa e as intervenções militares que durante muito tempo amordaçaram os países, o capitalismo quer agora o controlo da agricultura, onde a alimentação tem cada vez mais um papel central como arma para controlar as populações e os países – a dependência cada vez mais forte da importação de alimentos aumenta a dependência política dos países. Estão claros os objectivos da ronda de Doha: alcançar um acordo que permita o domínio da arma alimentar, eliminar milhares de explorações agrícolas familiares. É uma prioridade para o sistema dar corpo ao seu projecto e desimpedir o caminho.

A dinâmica política no plano mundial

Todo este processo de mundialização da agricultura é comandado a partir dos centros de decisão do capitalismo europeu e americano e embora haja os tais países emergentes que despontam na cena política internacional não é ainda o fim da hegemonia ocidental que abriga 90% das empresas multinacionais tem um peso preponderante nas instituições financeiras mundiais, são o centro da decisão em matéria de preços, controlam a dívida externa do Terceiro Mundo e dispõem do braço armado do sistema com 700 bases militares espalhadas pelo mundo. A PAC foi sempre uma política de classe virada contra os pequenos e médios agricultores que se tem acentuado mais em cada reforma e foi sempre um meio de canalizar dinheiro público para os privilegiados das indústrias agro-alimentares, grandes proprietários latifundiários. A partir de 1992, as reformas da PAC tiveram sempre por base a baixa do preço à produção para nivelar os preços internos pelo preço mundial. Isto faz com que a produção nacional entre em colapso porque os preços não reflectem os custos de produção. Segundo a teoria de Ricardo um preço de referência só pode ser aquele que cobre os custos de produção mais altos. Com a mundialização o capitalismo faz o inverso. Mas tudo isto está relacionado com o que ficou conhecido pelo «Consenso de Washington», que determinou o início de uma era neoliberal da economia mundial centrada na sobre-exploração da mão-de-obra e dos recursos da natureza. A Europa mais forte, segundo Sócrates no seu Tratado de Lisboa, é isso mesmo. A passagem à prática do «Consenso de Washington» é mais uma machadada no mundo do trabalho, sejam camponeses ou não. Por isso Sócrates passou a ser o «Senhor Contente» pela aprovação do Tratado.

A agricultura no contexto político internacional

A agricultura tornou-se numa das novas fronteiras de acumulação do capital. Tudo aquilo a que assistimos são as grandes manobras do capitalismo para preparar a sua estratégia para a primeira metade do século XXI, com base num modelo agro-exportador, cujos estudos de rentabilidade económica feitos pelo Banco Mundial dão a seguinte conclusão: para alimentar dentro de um quarto de século a população mundial é preciso duplicar a produção agrícola. Diz o Banco Mundial que só o capital está em condições de realizar essa tarefa. Conclusão perigosa a do Banco Mundial, nem de propósito é uma conclusão para entregar ao capital o imenso jazigo de matéria-prima que é a actividade agrícola. A imposição de um modelo produtivista e agro-exportador tem de ser combatida pois só a agricultura familiar pode assegurar a soberania alimentar. Não podemos ficar reféns de um modelo baseado na especulação e nos jogos da Bolsa, modelo que traz de volta a escravatura e a monocultura como no tempo do colonialismo e que é uma ameaça à biodiversidade e terá consequências directas no fenómeno das migrações internas e externas de camponeses e camponesas empobrecidos, que terão de exilar-se para as regiões ou países mais ricos e isto diz respeito a 50 milhões de camponeses por ano mundialmente falando. A velha questão da posse e uso da terra vai conhecer novos contornos. A teoria de alguns agrónomos da nossa praça de que a terra já não é precisa para produzir mas para consumir não passa no exame. O capital está a comprar ou a alugar as melhores terras em todo o mundo,como acontece com os espanhóis no Alentejo!
Em Portugal vamos nós ficar dependentes do arroz asiático que já tem tantas bocas à sua espera?! A par das desigualdades crescentes em todos os países, é previsível o aparecimento de uma nova classe de ricos no hemisfério Sul, resultado do modelo agro-exportador e da escravatura. Mas o projecto do capitalismo e os estudos do Banco Mundial podem não dar certos, o saque da natureza tem limites, a terra não se adapta às políticas, as políticas é que se adaptam à terra. A terra para produzir precisa de ser acarinhada e ambientalmente preservada, mas isso não se encaixa na lógica do lucro. Para um marxista-leninista é fundamental observar estas alterações para poder interpretar os fenómenos societais que entretanto se vão produzindo. Tanto mais que o capitalismo declarou uma guerra atípica e assimétrica cujo campo de batalha é na cabeça das pessoas.

Eu só tenho pena é das minhas vacas...

Todos os sectores da agricultura estão em crise mas é sem dúvida o sector do leite que mais tem dado nas vistas pelas acções espectaculares dos seus produtores e porque a crise atinge produtores de um patamar elevado que, pela sua dimensão, julgavam não serem atingidos. Primeiro foram os pequenos e eles não se importaram, diziam mesmo que numa agricultura competitiva não havia lugar para todos. Eles que foram sempre cúmplices da PAC, chegou agora a sua vez. Os ingredientes perfeitos para uma crise aí estão. Importações a baixo preço e subida dos custos de produção, reestruturação forçada das explorações, normas ambientais, dimensão adequada (concentração) adaptação ao mercado, aumento do volume de produção (subida das quotas) e retracção do consumo. Para o capitalismo nada chega das quatro tetas que tem a vaca. Para o produtor, que ainda por cima tem de sustentá-la, só fica uma teta, as outras três são para o capitalismo mamar e isto sem ter que se ocupar da vaca.
Com a reforma da PAC de 2013, que eu chamo a mãe de todas as reformas, está previsto o fim das quotas leiteiras, o que irá fazer explodir o sector. Sem instrumento de gestão da produção o sector não resiste à adaptação à mundialização, está assim entre as vítimas da conspiração de Doha. Outros sectores vão também ser atingidos com o fim dos instrumentos de gestão da produção e o abate das barreiras de protecção. Recentemente, numa reunião em Bruxelas, ao discutir-se o futuro do sector leiteiro, uma produtora de leite das Astúrias, que tanto poderia ser da Galiza como do Minho, depois de ouvir que a sua actividade está posta em causa, que o mundo rural desaba à sua volta, disse visivelmente emocionada: «eu só tenho pena é das minhas vacas que a elas estou habituada». A esta agricultora com rosto humano e com sentimentos, os tecnocratas, os comissários do capital não só não a entendem com a desprezam. A isto, o Comissário Franz Fischler chamaria de romantismo.

Sem agricultores não há agricultura, não há país

A função dos agricultores vai muito para além da produção de alimentos, contribuem também para a identidade e a soberania nacional. Mas como o capital financeiro quer uma liberdade total de movimento, a soberania nacional é um estorvo. Assim sendo, a ordem é para arrasar e nisso colaboram os governos do PS/PSD/CDS desde há 30 anos, que destruíram um património com dois séculos legado por várias gerações de agricultores. Participando activamente neste projecto do capital, deixaram os agricultores portugueses sem preços e sem mercado e o país exposto a uma crise alimentar grave e com um custo de 3000 milhões de euros/ano de défice agro-alimentar. Num país que tem pouca terra de aptidão agrícola, fomentaram a eucaliptização em detrimento da produção de alimentos e taparam as melhores terras com alcatrão e plataformas logísticas. E aqui recordamos a era cavaquista em que era mais barato importar do que produzir. Depois, num país dependente de importação de alimentos, completaram este programa com florestação de terras agrícolas que tinham boa aptidão para produzir e, por fim, o desligamento das ajudas, que é um convite ao abandono da produção, e mais uns rios de dinheiro público para os grandes proprietários sem obrigação de produzir o que quer que seja. Para a opinião pública é difícil entender os problemas da agricultura dado que governos e ministros andam há vários anos a anunciar uma chuvada de milhões de euros para a agricultura, só que estes não chegam aos verdadeiros agricultores. Entregaram o dinheiro em venda do país e do direito a produzir aos grandes proprietários, latifundiários e outros oportunistas e indirectamente à agro-indústria e à grande distribuição alimentar. São esses os beneficiários da chuva de milhões de euros, em aliança com os objectivos das multinacionais. Apesar deste quadro difícil e complexo, a solução existe. É preciso reconquistar direitos. Soberania alimentar, direito a produzir, direito a proteger-se, remunerar o trabalho não o capital. Como a história não se escreve de avanço, temos de ajudar a escrevê-la, enfrentando o sistema e globalizando a esperança e a luta.

(*) Doha, capital do Qatar, onde se iniciou um novo ciclo de negociações sobre a liberalização do comércio mundial no âmbito da OMC.

extraido do site

http://www.omilitante.pcp.pt/index.php?option=com_content&task=view&id=379&Itemid=32

(algumas palavras aparecem a partir do contexto do português de Portugal)

2ªS SÉRIES - O que é a Rodada Doha

O que é a Rodada Doha. Para iniciantes.

Rodada Doha é como ficou conhecida a reunião de países desenvolvidos e em desenvolvimento em torno de suas mútuas exportações e importações. Tem o nome de Doha porque aconteceu em 2001 em Doha, capital do Catar.
Como já devem ter percebido, existe uma mania ou facilidade em batizar esses eventos com o nome da cidade que os sedia, em sua criação ou primeira realização.
Acho que desde os primórdios é assim. Uns mais conhecidos para exemplificar? Concilio de Trento, Tratado de Tordesilhas, Tratado de Versalhes, Convenção de Genebra, Protocolo de Kyoto, Rio-92 e etc…
Estou certo que você pode lembrar de muitos outros. Ou então, quando vir o nome de um local precedido de alguma coisa que lembre uma reunião, é isso.
Bem, voltando então à Rodada Doha, o que temos são os países ricos que querem abertura dos mercados nos países pobres para seus produtos industrializados. Embora que liderados pelos USA, Bloco Europeu e Japão, já não são tão fortes como antigamente.
Do outro lado temos os países em desenvolvimento, com o Brasil como seu lider mais expressivo por sua pujança agrícola e pioneiro no modelo viável do biocombustível.
Com o Brasil estão a India, a China e, praticamente todos os paises em desenvovimento, remediados e pobres do mundo que já não são tão fracos como antigamente.
Querem que os países ricos parem de ajudar tanto seus agricultores incompetentes e liberem as importações de produtos agrícolas dos países pobres.
Políticamente, os países ricos não podem deixar de ajudar seus agricultores, por questões sociais locais e de votos.
E os países pobres só abrem suas fronteiras para produtos industrializados importados, se os países ricos abrirem também as suas para nossos produtos agrícolas.
Abertas, em ambos os casos, essas fronteiras até que são. O que acontece é que são produtos sobretaxadas e isso inviabiliza os negócios, pois ficam muito caras.
“Eles” não podem comprar nossos produtos agrícolas porque causaria transtorno em seus países com desemprego no campo e perda de votos.
“Nós” não podemos abrir para comprar seus produtos industrializados porque isso irá prejudicar nossa indústria, prejudicar a balança comercial e prejudicar nosso parque industrial, que ficará sem estímulo para se desenvolver.
Quem perde, são “eles”. Mais dia, menos dia, terão que “morrer” com seus dólares para comprar comida e combustível alternativo “nosso”. Pode demorar, mas sabem que terão de fazer isso.
Está cada vez mais difícil para eles, conciliar a produção de comida e combustível da terra arável. E a pressão dos ecologistas, oprime-os a cada eleição.
Eu os vejo como alguém com um peso nos pés, numa piscina vazia e com uma torneira a enche-la. Enquanto a água não chegar na altura do nariz, vão respirando. Depois, terão que ceder.
E o Brasil tem uma teoria hujmanitária de muita lógica para a questão. São muitos os países pobres que poderiam produzir biocombustível minorando a pobreza no mundo, o aquecimento global e, principalmente, a fome.
A fome, querem fazer acreditar que é por causa do biocombustível, que bem sabemos no Brasil, não é verdade.
Canaviais até podem tomar terras de outras culturas mas isso não acontecerá porque o mercado é auto-regulável. (O agricultor que planta feijão não irá mudar de cultura se estiver contente com os preços, oras…)
Donde foi que o chanceler Celso Amorim já estava de saco cheio e perdeu a paciência chamando os ricos de mentirosos, citando Joseph Goebbels.
Isso é apenas uma noção para quem nada sabia sobre a tal Rodada Doha. Seus meandros e desdobramentos, claro, são bem mais complexos.
http://www.clubeletras.net/blog/politica/o-que-e-a-rodada-doha-para-iniciantes/

domingo, 27 de março de 2011

1ªS SÉRIES - CARTOGRAFIA - LINGUAGEM DOS MAPAS I


1as SÉRIES REVISÃO PARA AVALIAÇÃO

1. CARTOGRAFIA
Ciência que estuda a criação de mapas cartográficos.


2. LINHAS IMAGINÁRIAS
 As linhas imaginárias são divididas em: paralelos ou latitudes e longitudes ou meridianos


3. LATITUDE OU PARALELOS
 Os paralelos são linhas imaginárias e paralelas em relação ao equador.
 Vão de 0 (equador) a 90º graus (pólos)




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4. LATITUDES OU PARALELOS
 As latitudes são fundamentais para a geografia, sobre tudo em relação as faixas climáticas.
 Aqui, podemos ver 3 tipos climáticos pautados pelas latitudes. Tropical, temperados (subtropical no hemisfério sul) e polares.
 Direção: Norte/Sul
 Graus: 0º a 90º
 Linha de referência: Equador (0º)


5. LONGITUDES OU MERIDIANOS
 As longitudes são linhas imaginárias a partir do meridiano de Greenwich.
 Divide o mundo em hemisfério ocidental e oriental, com 180º para cada lado.
 As longitudes são responsáveis pelo fuso horário.


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6. LONGITUDES OU MERIDIANOS
 Greenwich, é o nome de um bairro londrino, que serve de referência assim como a linha do equador.
 Lembre se que as longitudes sempre se cruzam nos pólos.
 Direção Leste/Oeste
 Vertical


7. COORDENADAS GEOGRÁFICAS
 As coordenadas geográficas surgem do cruzamento entre as latitudes e longitudes, isso possibilita que tenhamos pontos específicos que não se repetem no planeta.
 Com esse mecanismo, podemos localizar qualquer ponto no planeta.


8. COMO LOCALIZAR UM PONTO NO PLANETA?
A partir de linhas que se encontram e definem un ponto no espaço geográfico.


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COORDENADAS GEOGRÁFICAS - GPS
 A partir da divisão do planeta em quadrantes (norte e sul, leste e oeste), podemos identificar o posicionamento correto de algum lugar específico.
 O GPS (global position system) é um aparelho que identifica o exato local em que ele se encontra.
 Interligado a satélites, o GPS manda um sinal para que o satélite responda. Para isso o satélite tem que decodificar o exato (coordenadas geográficas)


9. FUSO HORÁRIO
Área entre duas linhas de longitude.


10. FUSOS HORÁRIOS
 As longitudes também são responsáveis pelos fusos horários. Cada 15 graus equivale uma hora.
 Como o dia tem 24 horas, e a terra 360º, temos: 360/24 = 15.
 Hora solar ou local – é fornecida pela posição do sol
 Hora legal – é aquela estabelecida por legislação própria de um país.
 Linha internacional de datas – antimeridiano de Greenwich


11. FUSO HORÁRIOS – SOLUÇÕES DE EXERCÍCIOS
 360 24 horas = 15º a 1 hora
 Observe os hemisférios. Some as longitudes se forem opostas (leste-oeste) e subtraia se estiverem no mesmo hemisfério
 3) O resultado obtido será dividido por 15º fornecendo-nos a diferença horário entre as duas localidades


12. EXERCÍCIO RESOLVIDO
 Quando os relógios de uma Estação Ferroviária em São Petersburgo, Rússia (30ºE), estão marcando 10 horas, que horas marcarão os relógios de outra Estação localizada em Vladivostok, Rússia (135ºE)?
 Resolução:
 A distância entre São Petersburgo 30ºE (chamaremos P) e Vladivostok 135ºE (chamaremos V).
 dist 1 = 30ºE
 dist 2 = 135ºE
 dist 3 = 105º dividir por 15 = 7
 Mas sabemos que a cada 15º temos 1 hora. Portanto, em 105º teremos 7 horas.
 Considerando que Vladivostok está à frente(adiantado) em relação a São Petersburgo, os relógios nesse local marcarão 17 horas. Eram 10h em S. Petersburgo + as 7 horas do adiantamento = 17 horas.


13. FUSO HORÁRIO – BRASIL 3 FUSOS
Mapas e tabelas com codificação de cores que associa cada estado com o fuso horário relativo ao Tempo Universal Coordenado (UTC) e respectiva Hora Legal Brasileira.


14. MAPAS
 Os mapas são representações de realidades distintas.
 Todo mapa carrega consigo o ponto de vista de seu elaborador ou seu público.
 São absolutamente necessários aos mapas as escalas, as legendas e seu título.


15. AS LINHAS
 Uma isolinha é uma linha que une um conjunto de pontos com o mesmo valor.
 Isoterma : linhas de mesmas temperaturas
 Isóbaras : linhas de igual pressão atmosférica
 Isoietas : linhas de igual pluviosidade
 Isoípsas : linhas de igual altitude
 Isóbatas : linhas de igual profundidade


16. PROJEÇÕES CARTOGRÁFICAS
Foram criadas pela necessidade de representar uma figura esférica 3D em um plano.

Como fazer a casca de uma laranja se encaixar perfeitamente sobre uma folha de papel?


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Não dá pra fazer isso!

A casca vai rasgar...mas se a gente imaginasse que a casca é elástica, poderíamos deformá-la de alguma forma pra que ela ficasse sobre a folha de papel.


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As projeções cartográficas são necessárias na elaboração de mapas. É possível construir uma infinidade de projeções diferentes, havendo dezenas que são empregadas na prática cartográfica. Como uma consequência do teorema egrégio, demonstrado pelo matemático alemão Carl Friedrich Gauss em 1828, toda projeção de uma esfera em um plano contém distorções, no sentido de que não pode preservar em escala todas as distâncias.
Por simplicidade, considera-se a superfície da Terra esférica, muito embora estes objetos possam ser melhor modelados como um esferóide achatado e técnicas mais avançadas possam levar esse aspecto em consideração. A palavra projeção, no contexto da cartografia, é usada no sentido de qualquer função matemática ligando a esfera ao plano.

17. MERCATOR


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 A projeção de Mercator é uma das mais famosas.
 Ele desenvolveu seu mapa sempre a partir da Europa, com ela acima dos demais países.
 Essa projeção distorce as áreas dos continentes, alargando-os conforme aumenta a latitude.
 Compare o tamanho da Groenlândia com a América do Sul.
 Mantém fielmente os contornos
 Projeções Conformes


18. PROJEÇÕES CARTOGRÁFICAS – PETERS


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 A projeção de Peters terceiro –mundista, alargando ás áreas equatoriais e diminuindo conforme a latitude aumenta.
 Dessa maneira Perters pretendia chamar a atenção do planeta para os países mais pobres que ocupam essa região.
 Nessa projeção, as áreas continentais são respeitadas, mas seus contornos perdem exatidão.
 Projeção Equivalente

19. PROJEÇÕES PROJEÇÃO AZIMUTAL OU PLANA, CILINDRICA, CÔNICA E ANAMORFOSES


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PROJEÇÃO AZIMUTAL OU PLANA
 Resulta da projeção do globo terrestre sobre um plano.
 A azimutal permite uma enorme fidelidade no entorno do centro do mapa, que na figura é o pólo Norte.
 Utilizada em mapas especiais , principalmente os náuticos e aeronáuticos


PROJEÇÃO CILINDRICA
- Nessa projeção, os paralelos e os meridianos são linhas retas que se cortam em ângulos retos, tangentes ao cilindro porém as áreas polares mostram tamanho exagerado.


PROJEÇÃO CÔNICA
 Tanto a projeção do Mercator como a de Peters são cônicas, como mostra o desenho.
 Proveniente da projeção do globo sobre um cone.
 Nessa projeção os paralelos aparecem sob a forma de círculos e os meridianos , sob forma de retas
 Muito utilizada na representação de países ou regiões de médias latitudes


ANAMORFOSES
São projeções que irão representar as superfícies dos países em áreas proporcionais às quantidades dos itens que nelas queira se destacar.


BUCKMINSTER FULLER

Trata-se de uma projeção cuja centragem é no pólo norte (as centragens podem variar) e que favorece a manutenção das formas e das proporcionalidades das terras emersas em detrimento dos oceanos. Quando esse autor criou essa projeção ele subverteu a visão convencional de um Norte e de um Sul, o que permitiria uma apreensão de um mundo “menos” hierarquizado.

Em termos de visualizações diferenciadas, o mapa plano proposto por Buckminster Fuller é uma preciosidade. O grande designer inovou ao propor um mapa-múndi a partir de projeções, evitando distorções de proporções e formas (veja em The Buckminster Fuller Institute, bfi.org/index.php).
Esse mapa, conhecido como Dymaxion Map (algo como maximização das dinâmicas), foi aplicado posteriormente numa espécie de projeto de jogo de mundial, o World Game (www.worldgame.org).


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BERTIN
O trabalho de Bertin (1967) não se resume à Cartografia, mas trata das representações visuais de um modo geral. O autor coleta e analisa diversas simbologias gráficas e, para cada uma, associa propriedades perceptivas que se pode obter com sua utilização. Como resultado, apresenta uma classificação dos dados a serem representados de acordo com sua natureza geométrica: pontos, linhas e áreas, o que foi chamado de modos de implantação. Por estar interessado na expressão no plano do papel, Bertin limita seu estudo arepresentações bidimensionais, desconsiderando também fenômenos de natureza temporal.
O ponto inicial do seu trabalho é a afirmação geral de que a comunicação é feita por meio de marcas no papel. A apresentação de um dado ocorre através de variações ou modulações de características dessas marcas, como sua forma, posição ou cor. Deste raciocínio surge a lista das variáveis visuais: tamanho, valor (tons de uma mesma cor), granulação, cor (matiz), orientação e forma, além da posição no plano bidimensional. Forma-se, assim, um conjunto de transformações que aplicadas isoladamente ou em conjunto seriam capazes de transmitir visualmente qualquer tipo de informação, respeitando-se as limitações que o próprio Bertin se impôs – bidimensionalidade e atemporalidade. O quadro apresentado na Tabela 1 sintetiza as categorias de variáveis visuais estudadas por Bertin para os diversos modos de implantação.
Para cada uma das variáveis visuais, são determinadas as possibilidades de percepção da natureza que se deseja imprimir aos dados:
• associativa: uma variável visual é dita associativa quando os dados por ela representados podem ser agrupados de acordo com outras categorias, independentemente das variações provocadas por esta variável. Ex: ao representarmos em um mapa duas informações a respeito de cada cidade, como população através do tamanho da mancha e atividade econômica principal através da forma (círculos para agricultura, quadrados para indústria, triângulos para outros), seremos capazes de visualizar a distribuição populacional independentemente da atividade econômica, identificando regiões com manchas maiores ou menores. Portanto a forma é uma variável associativa, suas variações podem ser tratadas de forma associada quando se analisa a outra variável (tamanho). Uma variável não associativa é dita dissociativa.
• seletiva: permite isolar espontaneamente todos os elementos pertencentes a uma mesma categoria, dentro do conjunto total dos signos representados.
Ex: ao vermos um conjunto de círculos de diferentes cores somos capazes de separar visualmente todos os de uma só cor dos demais. A cor é portanto uma variável seletiva.
• ordenada: uma variável é ordenada quando se perceber uma sequência natural nos dados
apresentados. Ex: diversos tons de cinza (valor), indo do mais claro ao mais escuro, podem ser percebidos como uma seqüência. Logo, valor é ordenado.
• quantitativa: uma variável é quantitativa quando é possível atribuir um valor ao elemento representado a partir da sua representação. Ex.: se uma figura é duas vezes maior que outra (tamanho), podemos dizer que a primeira representa um dado que tem duas vezes o valor da segunda.

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Nesta projeção cilíndrica equidistante, todas as linhas verdes são igualmente longa, no entanto, as distâncias do mundo real (em km, na verdade, ao longo da geodésica vermelho) entre as extremidades de cada linha variam enormemente.
Na legenda azul de escalas gráficas são oferecidos, por esta projeção, cada uma horizontal só é útil ao longo da sua paralela específicos (isto é, se fosse uma régua, pode-se deslizá-lo na horizontal e ainda tomar medidas precisas) ou o oposto simétrico um do Equador; a escala vertical é válida em qualquer lugar. Nada vai dar resultados significativos, se rodado.



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Mapa do Caderno do aluno


20. ESCALAS
 As ESCALAS são fundamentais as projeções na medida em que elas mantém a proporção entre o mapa e a área cartografada.
 Existem 2 tipos de escala, a numérica (1: 5000.000) e a gráfica, como a da imagem a 13 cima (linhas em azuis).


21. ESCALA GRANDE
 Também existem 3 categorias diferentes de tamanhos, as escalas grandes, médias e pequenas.
 Fique atento a esse ponto, pois aqui prevalece o jogo dos inversos. Veremos.....
 As escalas GRANDES fazem a proporção de 1: 50 cm até 1: 20000 cm, geralmente são utilizadas para plantas arquitetônicas ou guias de ruas, ou seja, oferece um grande número de detalhes por mapear uma pequena área.


22. ESCALA MÉDIA
 As escalas MÉDIAS servem para mapear áreas maiores que as grandes, podendo abarcar estados ou países.
 Geralmente as escala MÉDIAS estão na faixa entre 1: 25000cm (0,250km) até 1: 30 000 000 cm (300 km).


23. ESCALA PEQUENA
 As escalas PEQUENAS, são aquelas que mapeiam uma área muito grande, pois como a proporção é grande, o mundo inteiro “cabe” em pouco espaço.
 As escalas PEQUENAS, são aquelas a partir de 1:30 000 000.


24. COMO ACHAMOS AS ESCALAS?
 Nas escalas, trabalhamos com os seguintes elementos:
 D = distância real no terreno, em km.
 d = distância no mapa, em cm.
 E = escala.
 Com isso, dependendo da incógnita, formamos as seguintes equações:
 D = d . E
 d = D / E
 E = D / d
 A transformação de CM para KM e vice versa, vocês já sabem, mas hei de lembrá-los.
 De CM para KM, extraímos 5 casas, de modo que 30 000 000 cm = 300 km
 De KM para CM, adicionamos 5 casas, de modo que 2 KM = 200 000 CM


25. EXERCÍCIO
 Considere que, em uma planta urbana, a distância entre dois bairros é representada por 20 cm. Sabe-se que a distância real em linha reta entre eles é de 4 km. Com base nessas informações, pode-se deduzir que a escala neste caso corresponde a
a) 1: 5. b) 1: 80. c) 1: 2 000. d ) 1: 20 000. e) 1: 8 000 000.


26. (UFAC) O campus da UFAC em Rio Branco dista, aproximadamente 630 km do campus de Cruzeiro do Sul. No mapa do Acre essa distância em linha reta é de 9 cm. A escala do mapa é de: a) 1: 9.000.000 b) 1: 6.300.000 c) 1: 630.000 d) 1: 900.000 e ) 1: 7.000.000 UNIFEI) Em um mapa no qual a escala é de 1: 100 000, a distância em linha reta entre duas cidades é de 8 cm. Qual a distância real entre essas cidades?
a ) 8 km b) 80 km c) 800 km d) 8000 km

2ªS SÉRIES - GÊNESE GEOECONÔMICA DO TERRITÓRIO BRASILEIRO




2ª SÉRIES CONTEÚDO PARA A AVALIAÇÃO

BULA INTER COETERA

A Bula Inter Coetera, expressão em latim que em língua portuguesa significa "entre outros (trabalhos)", foi a primeira bula do Papa Alexandre VI, editada em 4 de maio de 1493. Pelos seus termos, o chamado "novo mundo" seria dividido entre Portugal e Espanha, através de um meridiano situado a "100 léguas" a oeste do arquipélago do Cabo Verde: o que estivesse a oeste do meridiano seria espanhol, e o que estivesse a leste, português.
Os seus termos são:

Esta bula origina-se de termos feito doação, concessão e dotação perpétua, tanto a vós (reis), como a vossos herdeiros e sucessores (reis de Castela e Leão), de todas e cada uma das terras firmes e ilhas afastadas e desconhecidas, situadas em direção do ocidente, descobertas hoje ou por descobrir no futuro, Seja descoberto por vós, seja por vossos emissários para este fim destinados.

— '
Este arranjo assegurava as terras descobertas no ano anterior por Cristóvão Colombo à Espanha e, a Portugal a costa africana que vinha sendo explorada com vistas ao achamento de um caminho marítimo para a Índia.
Os termos da bula desagradaram à Coroa Portuguesa. Para solucionar esse impasse, foi negociado o Tratado de Tordesilhas (1494), que estabeleceu um novo meridiano a 370 léguas das ilhas de Cabo Verde..





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TRATADO DE TORDESILHAS

O Tratado de Tordesilhas, assinado na povoação castelhana de Tordesilhas em 7 de Junho de 1494, foi um tratado celebrado entre o Reino de Portugal e o recém-formado Reino da Espanha para dividir as terras "descobertas e por descobrir" por ambas as Coroas fora da Europa. Este tratado surgiu na sequência da contestação portuguesa às pretensões da Coroa espanhola resultantes da viagem de Cristóvão Colombo, que ano e meio antes chegara ao chamado Novo Mundo, reclamando-o oficialmente para Isabel, a Católica.
O tratado definia como linha de demarcação o meridiano 370 léguas a oeste da ilha de Santo Antão no arquipélago de Cabo Verde. Esta linha estava situada a meio-caminho entre estas ilhas (então portuguesas) e as ilhas das Caraíbas descobertas por Colombo, no tratado referidas como "Cipango" e Antília. Os territórios a leste deste meridiano pertenceriam a Portugal e os territórios a oeste, à Espanha. O tratado foi ratificado pela Espanha a 2 de Julho e por Portugal a 5 de Setembro de 1494.
Algumas décadas mais tarde, na sequência da chamada "questão das Molucas", o outro lado da Terra seria dividido, assumindo como linha de demarcação, a leste, o antimeridiano correspondente ao meridiano de Tordesilhas, pelo Tratado de Saragoça, a 22 de Abril de 1529.
No contexto das Relações Internacionais, a sua assinatura ocorreu num momento de transição entre a hegemonia do Papado, poder até então universalista, e a afirmação do poder singular e secular dos monarcas nacionais - uma das muitas facetas da transição da Idade Média para a Idade Moderna.
Para as negociações do Tratado e a sua assinatura, D. João II de Portugal designou como embaixador a sua prima de Castela (filha de uma infanta portuguesa) a D. Rui de Sousa. Os originais de ambos os tratados estão conservados no Archivo General de Indias na Espanha e no Arquivo Nacional da Torre do Tombo em Portugal.




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TRATADO DE MADRID

O Tratado de Madrid foi firmado na capital espanhola entre D. João V de Portugal e D. Fernando VI de Espanha, a 13 de Janeiro de 1750, para definir os limites entre as respectivas colônias sul-americanas, pondo fim assim às disputas. O objetivo do tratado era substituir o de Tordesilhas, o qual já não era mais respeitado na prática. As negociações basearam-se no chamado Mapa das Cortes, privilegiando a utilização de rios e montanhas para demarcação dos limites. O diploma consagrou o princípio do direito privado romano do uti possidetis, ita possideatis (quem possui de fato, deve possuir de direito), delineando os contornos aproximados do Brasil de hoje.




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BANDEIRANTES

Denominam-se bandeirantes os sertanistas de São Paulo, que, a partir do início do século XVI, penetraram nos sertões brasileiros em busca de riquezas minerais, sobretudo a prata, abundante na América espanhola, indígenas para escravização ou extermínio de quilombos.
A maioria dos bandeirantes eram compostos por índios (escravos e aliados), caboclos (mestiços de índio com branco), e alguns brancos que eram os capitães das bandeiras, assim, informa Afonso d'Escragnolle Taunay, citando uma carta do jesuíta Justo Mancila, que na segunda bandeira, a de Nicolau Barreto, em 1602, foi composta por 270 portugueses, número elevado, considerando que São Paulo tinha poucos habitantes:
"No ano de 1602 saiu de São Paulo a buscar e trazer índios, Nicolau Barreto com o pretexto de buscar minas, e levou em sua companhia 270 portugueses e três clérigos".[1]
Os caboclos, ou seja, descendentes do cruzamento de índios e brancos, eram os principais elementos do grupo, pois eram a ligação direta entre o colonizador branco (português) e o nativo, o índio, que conhecia as terras. Os bandeirantes paulistas, devido à sua pobreza não podiam adquirir escravos africanos e escravizam por isso os indígenas. Além do português, os bandeirantes também falavam o idioma indígena tupi-guarani e com ele deram nomes a vários lugares por onde passaram.




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GENESE DO TERRITÓRIO BRASILEIRO

Heranças deixadas na espacialidade brasileira decorrente do processo de colonização:
a) A extrema concentração fundiária (monopolização das terras – a Lei de Terras de 1850 contribuiu para perpetua o latifúndio); assim como a utilização das melhores terras para o cultivo de exportação, em detrimento às necessidades do mercado interno;
b) A concentração da população próxima ao litoral, bem como das principais metrópoles;

TRANSFORMAÇÕES DECORRENTES DA APROPRIAÇÃO DO TERRITÓRIO

- A inserção definitiva do Brasil na DIT. - A desterritorialização das populações indígenas.
1. As Frentes de Expansão Econômicas do Século XIX:
- Borracha: Amazônia - Desenvolvimento da indústria automobilística e pneumática; Surgimento de centros comerciais como Belém e Manaus; Sistema de aviamento. – fluxo imigratório – anexação do Acre através do Tratado de Petrópolis, 1903.
- Café: sudeste – modernidade espacial – infra-estrutura – trabalho assalariado – sistema de transporte (ferroviário) – melhorias urbanas e modernização dos portos

2. Ocupação do sul do Brasil no final do século XIX:
- Combinação de agricultura com pecuária, com introdução de técnicas agrícolas européias e de novos gêneros na agricultura;
- Imigrantes europeus não portugueses: alemães, italianos, eslavos e poloneses.
- Formação de números núcleos urbanos
Características Gerais do Brasil agrário-exportador:
- A desarticulação entre as regiões fortaleceu a economia de
arquipélago (ilhas econômicas);
- A expansão das atividades primárias fortaleceu o modelo
agrário-exportador;
- A população brasileira em grande parte tem um modo de vida relacionado a atividades rurais (70%);
- O espaço da circulação se constituem em meios para escoar a produção do interior (ex: ferrovia);
- Fraca intervenção do estado na economia;
- Ausência de um amplo mercado interno.
As Transformações decorrentes da cafeicultura e as condições para a industrialização.
- Acumulação de capital.
- A montagem de uma infra–estrutura facilitando a concentração industrial na região sudeste.
- A existência de uma mão-de-obra especializada, composta por imigrantes italianos.
- O crescimento do mercado consumidor.
Formação do território brasileiro
Os contornos do nosso país, tal como o vemos hoje em um mapa, não foram sempre os mesmos. Observe:


Mapa01

Para melhor ocupar sua colônia sul-americana, o governo português resolveu dividi-la em grandes faixas de terra, que foram chamadas de capitanias.



Mapa 02
Nessa época, as capitanias tinham contornos bem diferentes dos iniciais e o território brasileiro já possuía um traçado próximo do atual.




Mapa 03
Em 1821, as capitanias passaram a se chamar províncias e, em 1889, estados, nome que conservam até os dias atuais.




Mapa04

Os limites territoriais do Brasil, definidos em 1904, valem ainda hoje. A divisão dos estados, porém, sofreu mudanças.
Fonte: Adaptado de Manoel Maurício de Albuquerque e outros. Atlas histórico escolar. Rio de Janeiro, FAE, 1986. p.16 e 30.




Mapa05
Os mapas mostram o território brasileiro em cinco momentos diferentes ao longo do seu processo de formação, que duraram quatro séculos. Isso significa que, em diversas ocasiões, o Brasil incorporou e também perdeu terras e os limites de seu território variaram.
Ao compararmos o território do Brasil no século XVI com o atual poderemos perceber que o território aumentou. O território brasileiro não se formou de uma hora para outra.
Foi um processo longo. Dele fazem parte à lenta ocupação do território pelos portugueses, as lutas entre eles e os povos nativos, a disputa pela terra com invasores e a busca de riquezas.